Crescimento da pobreza é tema central do Fórum Urbano Mundial

O 3º Fórum Urbano Mundial começou nesta segunda-feira, 19, no Centro de Convenções e Exibições de Vancouver, no Canadá. O evento, que vai até sexta-feira, reúne cerca de 6 mil representantes de 160 países. O fórum marca dez anos desde a criação da chamada Agenda Habitat, uma série de 64 recomendações a serem seguidas por governos locais no planejamento urbano, e 30 anos do UN-Habitat, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, criado após encontro semelhante ao que acontece essa semana, também em Vancouver, em 1976. Até o fim da semana, os participantes devem ter um balanço sobre o que vem sendo seguido pelos países e o que não saiu do papel desde o encontro, em 1996, em Istambul, em termos de soluções para as cidades.A principal preocupação, e que deve ser o foco das discussões durante a semana, é o crescimento da pobreza. Segundo o relatório da ONU sobre a Situação Mundial das Cidades 2006/2007, divulgado na sexta-feira, um bilhão de pessoas vivem em favelas, hoje -­ no Brasil, são 52 milhões, segundo as contas da organização, que considera como favela habitações precárias, com características como mais de 3 pessoas dividindo o mesmo cômodo ou falta de acesso a água potável e saneamento. Entre as recomendações da ONU para se garantir a sustentabilidade nas cidades, a mais lembrada, no primeiro dia do fórum, foi o direito à moradia. A diretora-executiva do UN-Habitat, Anna Tibaijuka, que participou da cerimônia de abertura, destacou como prioridade melhorar a qualidade de vida nas favelas. "É preciso investir nos pobres que vivem em áreas urbanas para tornar as cidades sustentáveis", disse Anna. "Estamos aqui para discutir com governos e a sociedade civil soluções para evitar que as cidades continuem crescendo na mesma medida da pobreza urbana".

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