Criança jogada em ribeirão em MG entra em coma

A mãe da garota, que é acusada de tê-la jogado em rio, saiu do hospital nesta terça e é mantida presa

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

02 Outubro 2007 | 18h31

Está em coma a recém-nascida encontrada no Rio Arrudas, em Contagem, Minas Gerais, no último domingo, 30. De acordo com nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, às 14 horas desta terça-feira, 2, a criança foi "submetida a exames que diagnosticaram traumatismo ocular grave" em razão da altura em que foi atirada.   Os exames também mostraram "sinais de comprometimento cerebral severo", provocado por conta do tempo que ela ficou sem respirar". Ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade Municipal, onde respira com a ajuda de aparelhos. Ela não apresentou novas convulsões.   A mãe que abandonou a menina teve alta hospitalar na manhã desta terça-feira. Elisabete Cordeiro dos Santos, de 25 anos, confessou ter jogado a filha recém-nascida nas águas poluídas após tomar abortivos. Ela já estava presa desde a sexta-feira e após receber tratamento médico foi autuada por tentativa de homicídio.   A menina foi resgatada com vida, ainda com o cordão umbilical e suja de placenta, por populares das águas poluídas do ribeirão, que recebe dejetos de toda a área metropolitana da capital mineira. O estado de saúde de Michelle (como foi batizada pelos médicos), s agravou durante a noite de segunda-feira, 1º, conforme boletim médico divulgado nesta manhã pela Maternidade Municipal de Contagem. De acordo com o comunicado, a criança apresentou hemorragia pulmonar e continua apresentando crises convulsivas.   Os medicamentos que a mãe tomou na tentativa de um aborto provocaram o nascimento prematuro da criança, no oitavo mês de gravidez. Conforme o delegado, Elisabete disse que ingeriu ervas conhecidas como "buchinha paulista" e "um comprimido azul", não identificado. Após o nascimento da criança, ela afirmou que colocou a menina dentro de uma sacola plástica e jogou-a pela janela no ribeirão Arrudas.   Solteira, a jovem disse também que escondeu a gravidez do pai e dos familiares. A polícia já tinha a identificação e procurava o pai da criança para que ele fosse ouvido. "Ela falou que não queria a criança e por isso tomou abortivo. Quando a criança nasceu, ela jogou pela janela", destacou o delegado. "Em momento algum ela falou em arrependimento".

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