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Criança morre após ser contaminada por raiva no Pará

Vítima foi mordida por morcegos; este é o primeiro caso comprovado em 13 anos

Paulo Roberto Netto e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 16h57

SÃO PAULO - Uma criança morreu na sexta-feira, 11, após ser contaminada por raiva em uma comunidade em Melgaço, no Marajó, no Pará, segundo informações da Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sespa), divulgadas na segunda-feira, 14. Este é o primeiro caso confirmado desde 2005. 

Até o momento, somente o caso da criança que estava internada na Santa Casa foi confirmado como positivo para raiva humana pelo Instituto Evandro Chagas (IEC). Outros quatro óbitos estão sendo investigados.

Segundo o levantamento, são 11 casos suspeitos envolvendo crianças, com idade entre 2 e 11 anos.   

Destes, quatro estão internados no Hospital da Santa Casa, em Belém, sendo que três foram transferidos do Hospital Regional de Breves, neste fim de semana. Mais três pacientes seguem internados no Hospital Regional de Breves, sendo um adulto. A maioria em estado grave. 

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Todos apresentam quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos - paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia (dificuldade de deglutir), desorientação, hidrofobia e hiperacusia (sensibilidade a sons, principalmente agudos).

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As coletas de sangue dos pacientes internados foram encaminhadas para o Instituto Pasteur, em São Paulo, referência no diagnóstico de raiva.

A Sespa enviou à comunidade mil doses de vacinas antirrábicas e 300 frascos de soros antirrábicos para reforçar a prevenção. Equipes da Vigilância Epidemiológica e Vigilância em Saúde estão no local desde sexta-feira, 4, para investigar as suspeitas.

"As ações se concentram na localidade de Rio Laguna, cerca de 70 km de Melgaço, onde residem aproximadamente 1.000 pessoas na comunidade. Até o momento já foram vacinadas 500 pessoas e entregues mosquiteiros para essa população", destacou a nota.

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A Sespa esclarece que casos confirmados de raiva humana no Pará não ocorrem desde 2005, quando 15 foram registrados no município de Augusto Corrêa e três em Viseu, no nordeste do Pará.  

No caso de Portel, município do Marajó, os últimos casos de raiva humana ocorreram em 2004, atingindo 15 pessoas, sendo todas infectadas após serem mordidas por morcegos hematófagos, assim como os seis casos confirmados em Viseu, no mesmo ano.

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