Crianças austríacas passam por situação parecida

Na sexta-feira, o mesmo advogado que defende os interesses de David Goldman, o paulista Ricardo Zamariola, obteve mandado de busca de duas crianças austríacas - R. Z., de 12 anos, e S.Z, de 5 - trazidas no início de 2008 pela mãe brasileira, sem conhecimento do pai, o austríaco S.Z.. Elas vivem com uma tia em um conjunto habitacional na periferia do Rio. A mãe teria sido expulsa pela irmã, que planejaria chantagear o austríaco para receber dinheiro em troca dos sobrinhos. R. e S. nasceram na Áustria, onde a mãe deles, M.Z., viveu por dez anos casada com S.Z.. Na separação do casal, a Justiça local determinou a guarda compartilhada - lá entendida como as crianças morando com a mãe, mas o pai com autorização de visitar e opinar sobre a educação. Durante um tempo, a brasileira viveu separada, bancada pela pensão do ex-marido. Em janeiro de 2008, decidiu retornar ao País, sem avisá-lo. No Rio, primeiramente morou em uma favela com o irmão. Depois, ocupava um quarto na casa da mãe adotiva em outra comunidade carente. Ao saber que a mãe adotiva, que defende a volta das crianças à Áustria, passara informações sobre os três a S.Z., M. se mudou com os filhos para a casa da irmã. A Justiça Federal determinou que a Polícia Federal entregue os dois ao Conselho Tutelar, para que sejam abrigados até a sentença final no processo. Tal como ocorre com o caso do americano S.G., Zamariola cobra na Justiça Federal o cumprimento da Convenção de Haia sobre Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças, da qual o Brasil é signatário. Ela determina, em casos de sequestros de menores, mesmo feitos por um dos genitores, que a criança seja repatriada ao país onde vivia para que a Justiça local decida com quem deve ficar.

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