Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Crianças mortas por atirador do Realengo são enterradas em dois cemitérios

Emocionados, familiares e amigos lotam os dois locais na zona oeste do Rio; corpo do criminoso segue no IML

Estadão.com.br,

08 Abril 2011 | 11h19

RIO - Estão previstos o enterro de pelo menos oito das 12 crianças que morreram ontem em Realengo, na zona oeste do Rio, ao serem atingidas por disparos feitos por Wellington Menezes de Oliveira dentro de uma escola. O Instituto Médico Legal informou que os primeiros corpos que serão sepultados já foram liberados e os velórios acontecem em dois cemitérios da região. Dos 12 feridos, 11 seguem internados em hospitais do Estado.

 

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Três vítimas do massacre na escola Tasso da Silveira seriam enterradas nesta manhã no cemitério do Murundu, em Realengo: Mariana Rocha de Sousa e Laryssa Silva Martins, de 13 anos, e Géssica Guedes Pereira, de 15. À tarde estão previstos mais dois enterros.

 

A mãe de Mariana, bastante emocionada, gritava que não conseguiria sobreviver sem a filha. Logo depois, ela passou mal e foi hospitalizada. Pessoas que acompanhavam o sepultamento aplaudiram quando o corpo foi enterrado. Equipes do programa Saúde da Família já realizaram mais de 60 atendimentos no cemitério. Oito pessoas foram removidas para a Clínica da Família Olympia Esteves, em Realengo. De acordo com os médicos, a maioria dos atendimentos está relacionada a picos de pressão.

 

Perto do meio-dia, um helicóptero do Grupamento Aeromarítimo da Polícia Militar sobrevoou o local e jogou pétalas de rosas. De acordo com a corporação, seriam feita a homenagem cinco vezes nos cemitérios onde as vítimas são enterradas.

 

Autoridades. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, chegou por volta de 10h ao local e prestou solidariedade aos familiares das crianças. Logo depois, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, também chegou ao cemitério, acompanhado da chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte. 

 

Já no cemitério da Saudade, em Sulacap, cinco crianças serão enterradas. Vários parentes e amigos estavam no local. Alguns deles passaram mal e tiveram de ser atendidos pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), como a avó de Karine Lorraine Chagas de Oliveira, uma das vítimas. "Eu quero minha neta, quero minha neta", gritava ela pouco antes de ser carregada.

 

Cadáveres. Segundo o IML, cinco corpos de estudantes ainda estavam, por volta das 10h30, no local aguardando a liberação por parentes. São quatro meninas com idade entre 13 e 14 anos e um garoto com idade não identificada. 

 

Nenhum familiar do atirador compareceu ao local para reconhecer e liberar o corpo, que já pode ser enterrado. Caso ninguém reivindique o cadáver em 15 dias, Oliveira deverá ser sepultado como indigente.

 

(Com Camila Tuchlinski e Liana Leite, da Estadão ESPN, Pedro Dantas, de O Estado de S.Paulo, e Priscila Trindade, da Central de Notícias)

 

 

Atualizado às 12h42

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