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Em 2017, crime em escola de Goiânia foi inspirado em Columbine e Realengo

Adolescente que matou dois e feriu quatro dentro da sala de aula do Colégio Goyases cumpre medida socioeducativa

Breno Pires, Rodolfo Mondoni, enviados especiais, Sarah Teófilo e Cássia Miranda, especiais para o Estado

20 de outubro de 2017 | 18h27
Atualizado 13 de março de 2019 | 11h45

GOIÂNIA, RIO E SÃO PAULO - O adolescente de 14 anos, autor dos disparos que mataram dois estudantes e feriram outros quatro no Colégio Goyases, em Goiânia, disse, na ocasião ter se inspirado nos massacres em escolas de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio. O crime nos Estados Unidos foi em abril de 1999 e deixou 12 alunos e um professor mortos. Já o de Realengo, na zona oeste do Rio, foi em abril de 2011 e acabou com a morte de 12 alunos e do próprio atirador.

“Ele me disse que se inspirou em duas tragédias: Columbine e Realengo. E pensava em se vingar há aproximadamente dois meses”, disse o delegado Luiz Gonzaga, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais de Goiânia, unidade para onde o garoto foi levado. A motivação principal foi um garoto que o “amolava muito”. 

Segundo testemunhas, ele chegou a mirar contra a cabeça, não pediu desculpas, mas se mostrou arrependido.

Escola no Rio tem ação por paz e contra agressão

Palco de um dos episódios que teriam inspirado o adolescente de 14 anos a atirar contra os colegas em Goiânia, a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, localizada na zona oeste do Rio, realiza atividades sobre a importância da paz e o combate ao bullying. 

Em 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou no local e, com dois revólveres, matou 12 adolescentes e feriu outros 13.

Depois do caso, a Tasso da Silveira foi reformada e a entrada mudou de lado, passando para outra rua. Ganhou um moderno sistema de câmeras de segurança e hoje tem um guarda municipal permanentemente na portaria, que fica fechada. A maioria dos alunos e professores que estuda na unidade não estava lá no dia do episódio. 

A única referência que têm dele é um memorial criado em uma esquina da escola - uma praça ornamentada com estátuas dos adolescentes mortos.

“Não consigo falar daquele dia sem começar a chorar”, conta o carteiro Hercilei Antunes, de 51 anos, que mora em frente à antiga entrada da escola.

AO VIVO: Tiroteio em Suzano

Nesta quarta-feira, 13, um ataque a tiros aconteceu na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Ainda não há informações sobre a identidade do autor dos disparos ou das vítimas. Clique aqui para acompanhar as notícias ao vivo./COLABOROU FÁBIO GRELLET

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