Crime organizado fomenta insatisfação, diz Alckmin

O governador em exercício de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira que o Estado está pronto "para qualquer tipo de confronto" com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Alckmin classificou de "provocações vazias" as declarações de integrantes do PCC feitas esta semana. Eles disseram que estavam melhor armados que a polícia e iriam partir para o confronto, caso suas reivindicações não fossem atendidas. "Não vamos ceder ou negociar com o crime organizado" reiterou. Ele destacou que não há insatisfação generalizada entre os detentos dos presídios paulistas. As rebeliões recentes e o clima de revolta detectado nas penitenciárias do Estado nas duas últimas semanas seriam "manipulações do crime organizado"."Os motins não foram causados por falta de assistência judicial aos presos, por problemas com a comida ou qualquer outra insatisfação, mas porque o crime organizado queria a volta de presos que haviam sido transferidos do Complexo do Carandiru para outros presídios do interior do Estado", afirmou. Ele ainda disse que as transferências em massa realizadas "fazem parte da rotina".

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