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Crime organizado teria lista de autoridades a serem mortas

Além do juiz da Vara de Execuções do Espirito Santo, Alexandre Martins de Castro Filho, outras duas autoridades estariam marcadas para morrer nesta segunda-feira. Investigadores que trabalham na elucidação do assassinato do juiz descobriram que o procurador da República no Estado, Henrique Herknhoss, e o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, também estavam na lista de execuções, que seriam feitas todas no mesmo dia.Além disso, um dos acusados pelo crime já teria confessado que receberia R$ 15 mil pela morte de Castro Filho. O mandante do assassinato do juiz poderá ser conhecido nas próximas horas, pois investigadores que trabalham no caso, em conjunto com integrantes do Ministério Público Federal, teriam feito um levantamento das ações do grupo que está sendo acusado do crime."Já soubemos que um dos presos recebeu a proposta de R$ 15 mil para eliminar o juiz. Com isso, estamos perto dos mandantes", afirmou um dos envolvidos na investigação. O plano era matar todas as autoridades que encabeçaram as primeiras apurações sobre o crime organizado no Espírito Santo.O primeiro da lista seria Rodney Miranda, um dos delegados federais que conduziram parte das investigações, no ano passado. Policiais da área de inteligência da Secretaria de Segurança Pública descobriram que às 7h40min ? 20 minutos antes da execução de Castro Filho ? um dos matadores estava monitorando Miranda, que ainda estava sem a proteção de seus seguranças. Mas a chegada de outros policiais inibiu o suposto criminoso."Eles já estavam me procurando, mas, quando me encontraram, a segurança chegou junto", confirmou Miranda, que está investigando se existem outras pessoas na lista dos matadores. "Pode ser que tenha mais nomes", acrescenta o secretário, ressaltando que os mandantes da morte de Castro Filho e de todos os envolvidos nas investigações do crime organizado podem estar ainda no Espírito Santo. Um dos principais suspeitos, conforme Miranda, é o coronel Walter Ferreira, atualmente preso na Cadeia Federal, em Rio Branco, no Acre.Já o procurador da República poderia ser morto em frente à mesma academia onde Castro Filho foi assassinato. Os dois faziam exercícios físicos no mesmo local, mas, nesta segunda-feira, Herknhoss deixou de ir. "Tudo leva a crer que foi uma vingança e que seria executada de uma só vez", disse um dos investigadores, que praticamente descarta a possibilidade de o juiz ter sido vítima de latrocínio ? roubo seguido de morte ?, como alguns dos acusados estão querendo fazer com que a polícia creia. "Ninguém chama alguém que vai ser roubado pelo nome. Antes de matar Castro Filho, segundo uma testemunha, um dos assassinos o chamou", acrescentou a fonte. Veja o especial:

Agencia Estado,

25 de março de 2003 | 20h27

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