Crimes violentos têm queda entre 2003 e 2008

Um em cada 5 paulistanos já foi vítima de estelionato e a maioria da população ainda reclama do serviço 190

BRUNO PAES MANSO, O Estadao de S.Paulo

24 de maio de 2009 | 00h00

Entre os sete tipos de crimes violentos contra o patrimônio avaliados na pesquisa de vitimização, todos registraram queda entre 2003 e 2008. O roubo de carros ou motos teve redução de 37,6%. Em 2003, 3,7% dos entrevistados foram vítimas dessa modalidade de crime, porcentual que caiu para 2,3% em 2008. Também mostraram redução de vítimas o roubo a residências, a casas de temporada, a componentes de carros, contra a pessoa, agressão física com lesões graves e leves.Entre os crimes não violentos, cinco registraram queda e dois subiram (o furto contra casa de temporada e contra a pessoa). Em 2008, 13,9% dos entrevistados tiveram objetos furtados em casa de temporada, enquanto 3,5% tiveram objetos pessoais furtados. "Os dados da pesquisa mostram uma relativa estabilização nos principais tipos de crime contra o patrimônio", diz o professor Leandro Piquet, coordenador acadêmico da pesquisa.Em relação ao desempenho da polícia, em 2008, entre aqueles que tiveram as residências furtadas ou roubadas, 47% avaliaram como acima ou dentro das expectativas os serviços do 190, que recebe reclamações. Os que mais se mostraram insatisfeitos são os indivíduos que tiveram roubados objetos pessoais. Apenas 31% consideraram dentro ou acima das expectativas os serviços 190.É importante lembrar que no primeiro trimestre deste ano dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostraram crescimento de dez indicadores de criminalidade entre os 14 divulgados para o Estado. O maior crescimento em relação ao primeiro trimestre de 2008 foi o de latrocínios (36,2%). Os roubos alcançaram 65.635 casos, recorde histórico desde que o levantamento vem sendo feito.A pesquisa de vitimização mostra ainda que o crime que atinge a maior proporção de moradores da cidade de São Paulo é o estelionato. Apesar da queda verificada entre 2003 e 2008, um em cada cinco paulistanos foi vítima desse tipo de crime. Os casos que fizeram mais vítimas foram aqueles em que as pessoas receberam dinheiro falso (12,6%) ou cheques que não podem ser descontados (4,6%). Tiveram celular clonado 1% das pessoas e 2,7% sofreram alguma fraude no cartão de crédito. "Com as novas tecnologias, as pessoas precisam ficar ainda mais atentas para não serem vítimas de estelionatários. Não ligar celular em aeroporto, por exemplo, pode diminuir o risco de ser clonado", afirma o empresário da área de segurança Hugo Tisaka, da NSA Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.