Criminosos atacam UPP de São Carlos, no Rio de Janeiro

Unidade foi atacada a tiros na noite de domingo, depois de um intenso tiroteio entre traficantes

Adriano Barcelos , O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2013 | 13h21

RIO - A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de São Carlos, na zona norte do Rio, foi atacada a tiros na noite de domingo, 1. Nenhum policial foi ferido. O incidente ocorreu depois de um intenso tiroteio entre traficantes no local e a intervenção dos policiais militares.

Ainda na noite de domingo, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e vasculhou o local. Um homem identificado como Lucas Ribeiro dos Santos, vulgo pirulito, de 21 anos, foi baleado na localidade da Ilha do Rato e morreu antes de chegar ao Hospital Souza Aguiar. Um outro homem, que seria morador do São Carlos, identificado como Omar Moreira da Rocha, de 55 anos, foi baleado na barriga, socorrido pelos policiais da UPP e levado para o mesmo hospital.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), comentou nesta segunda-feira os ataques às UPPs de São Carlos (no domingo), em Manguinhos (na quarta-feira passada) e na Rocinha, onde tiroteios foram registrados no sábado.

"É uma tentativa do poder paralelo sempre de enfrentamento e retomar territórios. Cabe a nós respondermos. E temos respondido permanentemente. E são situações distantes. Gente, não vamos nos iludir. A Rocinha tem 100 mil habitantes. Talvez tenha sido o maior entreposto urbano de venda de droga da América Latina, ao lado do maior poder aquisitivo da cidade. Estamos com a presença permanente lá trazendo enormes prejuízos aos negócios dos traficantes e portanto há uma reação deles. Estamos lá para enfrentá-los", afirmou o governador.

Já o coronel Frederico Caldas, coordenador das UPPs, acredita que a presença dos policiais militares é que tem provocado a reação dos criminosos.

"A presença constante da PM nas comunidades faz com que os confrontos aconteçam. Hoje há 250 comunidades ocupadas e não se pode reduzir o processo de pacificação a apenas um confronto. É preciso compreender que esse processo leva tempo. Temos que conviver com algumas realidades. Seria ótimo acabar com o tráfico por decreto, mas não é assim. O consumo da droga só aumenta no Brasil e no mundo. E os confrontos são inevitáveis. Mas as respostas dadas pela polícia são rápidas e imediatas", disse.

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