Criminosos incendeiam ônibus no Rio e 13 ficam feridos

Policiais acreditam que o ataque foi uma represália à prisão de um suposto gerente do tráfico da região

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

03 de março de 2010 | 02h58

Treze pessoas ficaram feridas, na noite desta terça-feira, 2, após um micro-ônibus da Viação Litoral Rio, que fazia a linha 701 (Alvorada - Madureira), ser atacado por criminosos, que atearam fogo no veículo, na Avenida Prefeito Miguel Salazar de Moraes, na Cidade de Deus, região de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

 

As vítimas, seis delas em estado grave, foram levadas pelo Corpo de Bombeiros e por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), instalada na favela da região, para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde iriam passar por uma triagem.

 

Uma das passageiras, para escapar das chamas, pulou do ônibus pela janela e teve fratura no maxilar. Três das vítimas já foram identificadas, são elas: Anne Andrade Lima, de 18 anos, Gabriel Lima de Andrade, 20, e Laís de Melo Rodrigues, 21.

 

Segundo o motorista do ônibus, Ronaldo Borges, o coletivo foi cercado por um grupo de cerca de 20 pessoas. "Não teve jeito, tive que parar. Havia muita gente na frente do ônibus. Vi crianças e adultos. Se eu não paro, iria atropelar todo mundo. Ainda consegui apagar as chamas que queimavam as pernas de algumas pessoas dentro do ônibus", relatou o motorista.

 

Policiais da UPP acreditam que o ataque ao ônibus foi uma represália à prisão, ocorrida minutos antes, do traficante Leandro de Oliveira da Silva, de 19 anos, que seria um dos gerentes do tráfico da região. Ele comandaria o tráfico na localidade conhecida como "Quadra 14". Com ele, os policiais apreenderam 75 papelotes de cocaína. Leandro foi levado para o plantão da 32ª Delegacia, de Taquara.

 

Policiais militares do 18º Batalhão reforçaram a segurança no entorno da favela de Cidade de Deus e realizaram buscas aos autores do ataque incendiário, mas, até as 2 horas desta quarta-feira, 3, nenhum suspeito havia sido detido. A UPP da Polícia Militar está na Cidade de Deus há mais de um ano e, segundo moradores, os índices de violência têm melhorado na região.

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