´Crise aérea é inaceitável´, diz presidente da Embraer

O presidente da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), Maurício Botelho, considerou inaceitável a crise no setor aéreo brasileiro e disse ficar "indignado" com a situação. "Eu, como passageiro, fico indignado com o problema. Espero que seja avaliado o que tem de fato levado a isso e que essas questões sejam corrigidas", disse. "Um país como o nosso, onde o transporte aéreo tem a importância que tem, não pode ficar sujeito a situações deste tipo. Isso é inaceitável", completou. Botelho participou nesta quinta-feira, 7, na fábrica da empresa em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, da cerimônia de entrega de cinco Super Tucanos e um Embraer 170 à aviação colombiana. O presidente da Embraer disse que não comentaria a possível saída do ministro da Defesa, Waldir Pires. A mesma posição foi tomada por José Américo dos Santos, tenente brigadeiro-do-ar que representou Pires na cerimônia. "Não falo sobre o controle aéreo nacional", disse. Botelho voltou a comentar o acidente entre o avião Legacy, da Embraer, e o Boeing 737-800 da Gol, dia 29 de setembro, que causou a morte de 154 pessoas. Ele considerou o caso "um fato triste, desagradável e doloroso". No entanto, de acordo com o executivo, as causas têm de ser investigadas para que haja uma prevenção de novos acidentes "A Embraer forneceu um avião e as razões tem de ser investigadas. A visão da investigação do acidente é centrada na prevenção, pois ninguém faz um acidente porque quer", concluiu.

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