Crise afetará Alckmin, mas não deve evitar 2º turno, diz Quércia

O candidato do PMDB ao governo paulista, Orestes Quércia, afirmou, m Ribeirão Preto (SP), que a crise da segurança pública no Estado certamente irá afetar a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente da República. No entanto, de acordo com Quércia, "dificilmente a crise irá afetar significativamente a ponto de evitar um segundo turno com o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva)", disse.Pesquisa Vox Populi, divulgada ontem, aponta Lula com 42% das intenções de voto e Alckmin com 32%, redução de 13 pontos para 10 pontos percentuais em comparação ao último levantamento do instituto, feito em 30 de junho. Ainda sobre o fato de Alckmin ter declarado que pretende ter o apoio do peemedebista em um eventual segundo turno, Quércia foi curto na resposta: "deixe ele ficar esperando o apoio".O candidato do PMDB a governador considerou uma "ilação forçada" as recentes declarações de políticos do PFL, como Jorge Bornhausen, e do PSDB, como seu adversário José Serra, que suspeitam de ligações entre o PT e a organização criminosa PCC, apontada como a mandante dos ataques ocorridos nesta semana no Estado de São Paulo. "Não tenho vontade de proteger o PT, mas não acredito nessa relação; não é porque sou contra o PT que vou acusá-lo", disse Quércia.O ex-governador, no entanto, disse que faltou comando, no caso ao PSDB, para que fosse evitada a crise nos presídios paulistas, que resultou nos recentes atentados. "Não se pode dividir o comando com o crime organizado", disse Quércia.Ele prometeu, se eleito, assumir pessoalmente o comando da segurança pública em São Paulo, além de extinguir a Secretaria de Administração Penitenciária e torná-la um departamento da Secretaria de Segurança Pública. "É preciso unidade de comando", concluiu o candidato, que cumpre hoje agenda de campanha na Região de Ribeirão Preto. Além de visitas, Quércia irá receber títulos de cidadão em Barrinha, à tarde, e na própria Ribeirão Preto, à noite.(Gustavo Porto, da AE)

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