Crise ameaça centro de tratamento de câncer em Uberaba-MG

Repasses do SUS são insuficientes para cobrir os gastos mínimos; Temporão promete buscar verbas

Ricardo Valota, Central de Notícias

10 Julho 2009 | 04h21

Uma das maiores referências no tratamento de câncer do País, o Hospital Dr. Hélio Angotti, em Uberaba MG, corre o risco de fechar ,caso a situação financeira pela qual passa não for revertida. A dívida com bancos e fornecedores se aproxima de R$ 15 milhões.

 

No hospital, são atendidos em média 20 mil pacientes por ano. Mais de 90% dos atendimentos são pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Cada paciente custa ao hospital cerca de R$ 100 por dia, mas o repasse do governo federal é de R$ 68. Alguns dos aparelhos do centro de tratamento geram um gasto de R$ 8 mil por mês, apenas para manutenção.

 

Esse valor não é repassado pelo SUS. Já há também falta de medicamentos na farmácia do Hélio Angotti. A única saída, segundo os médicos, seria uma correção na tabela dos valores repassados pelo governo ao hospitais conveniados pelo SUS.

 

Nesta quinta-feira, 9, em Brasília, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista coletiva, ao falar sobre a situação destes hospitais no Brasil, não quis comentar especificamente o caso de Uberaba, mas culpou a verba destinada à sua pasta.

 

"Essa situação só se resolve com mais dinheiro para a Saúde. Como dinheiro não nasce em árvore, vou atrás dele (a partir de) agora na Câmara dos Deputados conversar com Michel Temer (presidente da Câmara)", disse o ministro.

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