Crise é revés na estratégia de atrair ''velha classe média''

A crise que tem o ministro Antonio Palocci no epicentro deverá atrapalhar os planos do PT paulista de recuperar os eleitores perdidos após o escândalo do mensalão, em 2005, especialmente nas camadas esclarecidas da sociedade e na "velha classe média", consideradas suscetíveis ao discurso "ético e moral".

Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

Desde o escândalo, os dirigentes petistas de São Paulo costumam atribuir em larga medida as derrotas eleitorais ao "distanciamento entre o partido e os formadores de opinião nos grandes centros urbanos". Faz sentido. Em 2004, quando Marta Suplicy perdeu a Prefeitura de São Paulo para José Serra, o mapa da votação deu ampla vantagem ao tucano nas regiões mais ricas da capital.

A aposta do partido para reverter esse quadro é a presidente Dilma Rousseff, mais palatável do que Lula ao gosto da elite. Porém o efeito negativo da crise com Palocci poderá neutralizar a presidente, temem os petistas.

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