Crise econômica é tema dos estilistas de OEstudio

A crise financeira virou cenário de desfile na São Paulo Fashion Week. A imagem das oscilações da bolsa de valores foi usada pelo OEstudio, que colocou também uma privada na ponta da passarela, de onde saíam bolhas de sabão, numa referência à bolha de Wall Street. O coletivo de criadores, que deu destaque às texturas e roupas com guizos, também inovou ao colocar como trilha um discurso do economista Paulo Rabello de Castro sobre a atual crise.O principal reflexo do pé no breque dos criadores é a escolha do preto como cor obrigatória da temporada. Ellus que o diga. Há, claro, quem esbanje otimismo, como Reinaldo Lourenço, que não poupou matéria-prima nem criatividade. Fez coleção para mulher urbana, com muito brilho. Erika Ikezili segue apostando em sua veia oriental como inspiração. Wilson Ranieri trouxe um inverno mais leve e colorido do que o que tem sido visto até agora. Na V-Rom, o estilista Igor de Barros deixou sua marca com força na alfaiataria, utilizando tecidos como lã e vinil. A Animale apresentou acabamento termocrômico, que altera a cor do tecido conforme o calor do corpo.V.ROM - Buscou inspiração no universo hippie (com pitadas de rock). O estilista Igor de Barros, a cada edição, se especializa ainda mais na alfaiataria.REINALDO LOURENÇO - Entender a coleção exigiu olhar atento, tamanha variedade de ideias para um desfile. Sobre malhas justas, ele jogou vestidos e saias de telas vazadasANIMALE - Ganhou sofisticação e brinca com volumes, ainda que a cintura seja bem marcada. Srta. Zimmermann causou frisson ao entrar na passarela com seios à mostra.ELLUS - A androginia de Agyness Deyn bate com a proposta da estação, que propõe uma inversão de proporções entre o masculino e o feminino

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