Crise na PM foi invenção da imprensa, diz Cabral

Na posse do novo comandante de policiamento da capital, coronel Marcus Jardim, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), atribuiu ontem a crise na polícia liderada por oficiais exonerados de cargos de comando à "carência de notícias pré-carnavalesca". A reivindicação salarial derrubou o coronel Ubiratan Ângelo do comando-geral da PM - ele foi substituído pelo coronel Gilson Pitta. "Não há crise. É como aquela frase do Fernando Sabino, no livro Encontro Marcado: ?O problema é não ter problema?. Agora que o Brasil voltou ao normal, nos pós-carnaval, vão ver que não há crise", disse Cabral.Na solenidade, no 16º Batalhão da PM em Olaria, zona norte, de frente para o Complexo do Alemão, o governador discursou. "Queria eu, com uma canetada, resolver todos os problemas, mas não tenho condições. Tem que ser passo a passo, com disciplina, organização. Minha prioridade é a política de segurança." Até o fim da semana, a Secretaria de Segurança deverá divulgar um pacote de medidas. A pasta já adiantou que a Marinha vai doar 500 fuzis e mil carregadores à PM. A Marinha também se encarregará da reforma de blindados (os Caveirões) e a manutenção de viaturas. Sobre a questão salarial, o secretário José Mariano Beltrame disse que o pacote deverá "incluir alguma coisa nesse sentido".

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