Cristo Redentor é pichado; segurança não tem pistas de vândalos

Oito câmeras de segurança estão fora do ar desde temporal do último dia 6; 'Nós não esperávamos uma ação covarde como esta', afirmou chefe do Parque Nacional da Tijuca

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2010 | 20h04

   

 

RIO - As oito câmeras de segurança do Cristo Redentor estão fora do ar desde o temporal do último dia 6 e não há imagens dos vândalos que picharam o braço da estátua na madrugada desta quinta-feira, 15, informou o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Bernardo Issa.

 

Segundo Issa, a segurança no Cristo é feita por uma empresa particular, mas os agentes não perceberam a movimentação. "A área é muito grande. E nós não esperávamos uma ação covarde como esta", afirmou Issa. Guardas florestais reforçam a segurança.

 

Os pichadores fizeram inscrições como "onde está a engenheira Patrícia?" e "quando os gatos saem, os ratos fazem a festa". A engenheira Patrícia Franco, desapareceu em junho de 2008. Quatro policiais militares são acusados de terem atirado na engenheira e de terem sumido com o corpo. Aguardam o julgamento em liberdade.

 

"Isso não é protesto, é ato de vandalismo. Nossa família jamais faria isso nem nenhum dos nossos amigos. Repudiamos esse tipo de atitude", afirmou o pai da engenheira, Antônio Celso Franco.

 

Primeiro episódio

 

O Cristo já havia sido alvo de vândalos, em novembro de 1991. Dois paulistas de 17 anos fizeram inscrições na base do monumento, sem atingir, no entanto, as pedras de sabão que recobrem a estátua, À época, investigação da Guarda Municipal apontava que a ação tinha se originado numa aposta entre gangues de pichadores.

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