Cristovam diz não saber quem apoiaria em 2.° turno entre PT e PSDB

O candidato do PDT à Presidência da República, senador Cristovam Buarque, disse neste sábado que qualquer decisão sobre apoios em um eventual segundo turno terão de ser tomadas pelo partido. "Quem vai articular isso é o PDT, mas não tivemos tempo de pensar nisso", contou Cristovam ao Estado.Questionado sobre qual seria a tendência do PDT em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, Cristovam disse que, na sua opinião, nenhuma alternativa pode ser descartada. Segundo ele, o partido pode, inclusive liberar a militância para votar em quem quiser. "Não vejo porque descartar qualquer alternativa", disse, ressaltando que só é contra a defesa do voto nulo.Fotos Para o senador, a divulgação das fotos do dinheiro que seria usado por petistas para a compra do dossiê contra candidatos tucanos e todos os acontecimentos das últimas semanas podem contribuir para levar a eleição ao segundo turno.Na avaliação dele, a crise do dossiê pode levar não exatamente a uma mudança de lado por parte dos eleitores de Lula, mas a uma maior cautela por parte do eleitorado. "Muitos que querem votar em Lula vão continuar votando nele, mas talvez precisem de mais três semanas para ter mais segurança. Quem estiver inseguro vai querer ganhar mais tempo. E um segundo turno dá essa tranqüilidade, reduzindo o risco de arrependimento".Cristovam também afirmou que não viu nenhuma manipulação na divulgação das fotos do dinheiro apreendido pela Polícia Federal, como vem argumentando a coligação de Lula. "Se houve alguma manipulação foi na tentativa de esconder essas fotos", disse.

Agencia Estado,

30 de setembro de 2006 | 13h08

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