Cristovam diz que Brasil precisa tornar MST desnecessário

O candidato do PDT à Presidência da República, Cristovam Buarque, disse que o Brasil precisa virar a página da questão agrária. "Temos que fazer o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ser desnecessário. Não dá para termos, no século XX, um movimento como o do MST", afirmou. Para Cristovam, deve-se reunir o MST, o Judiciário, o agronegócio e os pequenos produtores e discutir como "virar a página do tempo das capitanias hereditárias". Buarque ao se referir ao século XX, esqueceu que já se está no século XXI.Durante sabatina com presidenciáveis, promovida pelo Grupo Estado, Cristovam não esclareceu o que deve ser feito para resolver a questão e evitou citar uma meta de assentados para ser cumprida. Entretanto afirmou não concordar com invasões, sobretudo de terras produtivas, e destruição de equipamentos. "Prefiro não me ater a números, pois isso depende de muitas coisas. Depende da Justiça e de recursos, por exemplo. Eu só assumo compromisso com aquilo que sei que dá para fazer: a educação."Infra-estruturaCristovam disse que a solução para melhorar a infra-estrutura do País é firmar Parcerias Público-Privadas (PPPs), mas reconheceu que não há como fazer parcerias com a atual segurança jurídica. "Para isso, deve-se ter estabilidade e educação", disse. Ele afirmou que é necessário haver hidrovias para fazer o transporte da soja até os portos no Norte do Brasil e concluir ampliações de rodovias.Sobre a crise energética, Cristovam afirmou ser necessário diminuir o consumo e modernizar as hidrelétricas. Em relação à energia nuclear, disse que só deve ser utilizada quando necessário, com muito estudo prévio e seguindo as regras internacionais. "Num primeiro momento, um país com a quantidade de água que temos, e que agora pode ter o biodiesel e termelétricas, não precisa de energia nuclear." Ele admitiu, no entanto, não ser radicalmente contrário ao uso da energia nuclear.SaúdeO candidato defendeu o Programa Saúde da Família, que leva os profissionais da saúde à casa do cidadão, como principal recurso para diminuir a demanda nos hospitais. Outra proposta é a criação de pontos de saúde dentro das escolas "com algumas pessoas e poucos recursos" alguns problemas já poderiam ser resolvidos e outros encaminhados aos postos de saúde.Cristovam sugeriu, também, o emprego da população em obras de saneamento básico, como forma de diminuir o desemprego e as doenças decorrentes da falta desses recursos. Defendeu que jovens sem filhos não devem receber o Bolsa Família, mas serem empregados. Segundo ele, receberiam mais por um período menor de tempo, mas estariam trabalhando e mais preparados para procurar um novo emprego no fim do período.

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