Cristovam diz que não vai criticar Lula para subir em pesquisa

Candidato a presidente da República pelo PDT, o senador Cristovam Buarque afirmou nesta segunda-feira, 07, no Recife, que não vai "bater" em Lula e na corrupção do governo petista visando a subir nas pesquisas de opinião, que lhe dão 1% da preferência do eleitorado. "Todo mundo diz que eu não subo (nas pesquisas) porque não bato; a senadora Heloísa Helena (PSOL) bate e sobe", disse em entrevista ao programa "Supermanhã com Geraldo Freire", da rádio Jornal do Commercio, antes de embarcar para Brasília depois de três dias de campanha em Pernambuco."Eu não farei isso porque a corrupção é a podridão na superfície da sociedade e eu estou preocupado com a ferrugem da engrenagem da sociedade", afirmou, ao garantir que não tem feito oposição, mas tem feito críticas ao governo Lula."Todo mundo sabe que Lula abandonou os compromissos para a educação", destacou, ao lembrar que fez o projeto de Lula para a área, da qual cuidou no primeiro ano do governo do petista, assumindo o Ministério da Educação. "Cheguei no ministério e comecei a fazer as coisas que podia, as outras (que não podia) transformei em projetos de lei e enviei para a Casa Civil". Segundo Cristovam, os projetos ficaram na gaveta. "Não posso deixar de dizer que Lula traiu neste sentido", acusou.Frisou a "mediocridade" do atual governo, que comemora, por exemplo, o fato de ter 5% das crianças fora da escola, o que ele considera um resultado medíocre. "Comparado com outros governos, Lula não é tão ruim", avaliou. "Porém, comparado com ele mesmo (referindo-se aos compromissos não cumpridos), é muito ruim". O objetivo do senador ao assumir a pasta da Educação era o de ter ficado na história como o ministro que erradicou o analfabetismo em quatro anos.Indagado se não teme ser considerado omisso ou tolerante com a corrupção diante da decisão de não atacar esta questão, ele retrucou, dando ênfase à sua bandeira pela educação: "todos já falam da corrupção no governo Lula, mas não estão percebendo que sem educação, a corrupção continua".

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