Cristovam prega pacto nacional pela educação contra violência

O candidato do PDT à Presidência da República Cristovam Buarque, em uma alusão indireta à situação da criminalidade no Estado de São Paulo, disse que, se não houver um pacto nacional pela educação dos mais jovens, daqui a cinco anos a situação da segurança pública se tornará ainda mais explosiva. "Só com uma revolução na educação é que todas as crianças vão construir a paz no Brasil", salientou em entrevista ao "Jornal das Dez", da Globo News. "Se a gente não fizer esse pacto, o Brasil vai se desfazer."Buarque ponderou que nenhum dos candidatos deverá ter maioria no Congresso, o que exigirá negociação com os demais partidos. Para conseguir uma base de apoio, ele prometeu, se ganhar a eleição, reunir os líderes dos partidos em busca desse pacto, quando dirá que foi eleito "para realizar uma revolução na educação, pela estabilidade monetária e para garantir a segurança pública", frisou. "Vamos nos unir para que o Brasil crie isso", pregou. O dinheiro viria de cortes nos orçamentos do Congresso, da Justiça, redução dos incentivos fiscais e até dos lucros das estatais. E salientou. "Essa corrupção e violência são a podridão da superfície, mas existe uma engrenagem enferrujada por baixo."O candidato pregou que quando se fala em segurança pública não se deve pensar somente em investir na polícia e na construção de presídios. "Se a gente pensar só na segurança de polícia e de cadeia, daqui a 15 anos vai ter mais gente presa do que gente solta", explicou o pedetista. Além de investimentos maciços na educação, ele sugere que haja uma coordenação das polícias estaduais e a possibilidade de o presidente da República intervir nos Estados. "Nós estamos em uma conflagração. Não é mais uma questão de batedores de carteira, é uma situação de guerra civil", afimou. "O presidente deve ter o direito de intervir nas polícias e mandar policial de um lugar para o outro."

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