Crítica tem viés eleitoreiro, diz petista

Ministra aproveitou festa de 135 anos do Jockey Club de São Paulo para rebater comentários sobre inaugurações de obras inacabadas

Clarissa Oliveira e Pedro Venceslau, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

Em clima de campanha, com direito a discurso, poses para fotos e até tumulto envolvendo jornalistas e seguranças, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aproveitou a festa de 135 anos do Jockey Club de São Paulo para rebater as críticas às inaugurações de obras inacabadas que tomaram conta de sua agenda nas últimas semanas.

Dilma, que anteontem foi ao Paraná com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para inaugurar parte da obra da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), disse que as críticas são eleitoreiras. "Só atribuo isso ao fato de estarmos num momento eleitoral. Então, as pessoas passam a ter olhos eleitorais para tudo", reagiu. "Inacabada como? Nós inauguramos uma unidade de propeno de R$ 1,1 bilhão."

Dilma também criticou a paralisação de obras em decorrência de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU). "O que o presidente (Lula) diz: sem prejuízo das investigações, nós não suspendemos obra mais. Nessa história de suspender obra neste país, a gente quer saber quem é que arca com o ônus."

Dilma passou boa parte do tempo com a ex-ministra Marta Suplicy, que ensaia uma candidatura ao Senado e confirmou que o PT deve lançar o senador Aloizio Mercadante (SP) ao governo paulista. "Recebemos a confirmação. Agora o PT começa se movimentar", disse Marta.

Na saída, Dilma deixou claro que está pronta para a campanha. Juntou-se à equipe do Pânico na TV e por pouco não embarcou no "rebolation", hit do último carnaval baiano. "Sabe porque não vou dançar? Me parece que você não tem ritmo. Não com esse sapatinho", brincou, criticando o modelo usado pelo apresentador que, fantasiado, a representava. Depois da dança, corrigiu: "Até que ele tem jeito".

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