Crivella nega uso eleitoreiro

Senador destaca que obra começou em dezembro

Pedro Dantas e Bruno Tavares, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2008 | 00h00

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) divulgou nota ontem dizendo que "respeita e acata a decisão da Justiça Eleitoral" e negou o uso eleitoreiro das obras. O político não esclareceu se entrará com o recurso contra a decisão. Ele lamentou que "obra tão importante para a melhoria das condições de vida de 782 famílias tenha sido paralisada, por causa da contaminação do debate político" e revelou que as obras foram propostas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio de 2007. O político afirmou ainda que os trabalhos foram iniciados em dezembro de 2007, pouco mais de um mês antes da assinatura do convênio, mas não esclareceu de onde vieram os recursos para a obra.Eram 9 horas quando os operários contratados pelo Projeto Cimento Social foram surpreendidos pela chegada de oficiais de Justiça. "Eles chegaram aqui, mandaram a gente sair e lacraram a porta do almoxarifado", disse Alex Oliveira dos Santos, de 32 anos, um dos encarregados da obra. "Para não assumir que o Exército fez bobagem, eles resolveram embargar a obra. Fica mais bonito para eles sair dessa forma."Durante todo o dia, os 150 operários - entre pedreiros, serventes e carpinteiros - passaram o dia com os braços cruzados, à espera de uma definição. Diante das câmeras de TV, protestavam: "Ah, ah, ah, queremos trabalhar!"No final da tarde, Alex convocou seus comandados para continuarem as obras em regime de mutirão - ou seja, sem pagamento. Das 80 moradias previstas para a primeira fase do projeto, 60 já estão prontas.

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