Cruzes em Copacabana lembram os 700 assassinados no Rio

Para registrar os 700 assassinatos ocorridos entre 1º de janeiro e 15 de março de 2007 no Rio de Janeiro, o movimento Rio de Paz cravou neste sábado, 17, na areia de Copacabana, em frente ao hotel Copacabana Palace, 700 cruzes.A cena atraía a atenção de quem caminhava pelo calçadão da praia. O teólogo Antônio Carlos Costa, ligado à Igreja Presbiteriana da Barra e coordenador do movimento, pretende realizar um seminário para que a sociedade busque uma solução a curto prazo para por fim aos assassinatos que se repetem no Estado.Para o próximo dia 26, está marcada uma nova manifestação no centro do Rio de Janeiro, quando o movimento Rio de Paz irá anunciar a data do seminário. Para Costa, a onda de violência está colocando em jogo o respeito à democracia: "Estamos correndo riscos de a democracia deixar de ser um valor estimado da população. Entre o direito à liberdade e o direito à vida muita gente escolhe o segundo", disse.Ele afirmou ainda que é preciso "encontrar soluções a curtíssimo prazo. Não há mais como esperarmos medidas de médio e longo prazo. Precisamos de soluções factíveis e imediatas para por fim a estes assassinatos todos".

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