CTPetro disponibiliza R$ 50 mi para pesquisadores

Cientistas e institutos voltados para estudos nos setores de petróleo e gás natural poderão enviar propostas de pesquisa para o Plano Nacional de Ciência e Tecnologia do Setor Petróleo e Gás Natural (CTPetro), que disponibilizou uma verba de R$ 50 milhões para esse objetivo. Há três editais abertos entre o final de abril e começo deste mês, chamando os cientistas para a inscrição. Somados aos recursos com parcerias a serem feitas com empresas privadas para pesquisa, o CTPetro disponibilizou neste ano R$ 100 milhões. Desde o início da atuação do fundo, em 1999, foram aprovados 290 projetos, em que se investiu R$ 245 milhões, segundo Reinaldo Danna, coordenador-geral da Secretaria de Política Tecnológica e Empresarial do Ministério da Ciência Tecnologia (MCT). A análise das propostas ficará sob responsabilidade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).O edital 1 é destinado ao auxílio para pesquisador individual ou grupos de cientistas e o tema deve envolver petróleo e gás natural. As atividades podem ser voltadas para pesquisa básica e aplicada, desenvolvimento experimental, teórico ou computacional, instrumentação, engenharia não rotineira e tecnologia industrial básica. Para esse edital, há uma verba de R$ 7 milhões, para projetos de até 24 meses. Ele foi dividido em dois grupos. O primeiro é voltado para pesquisadores vinculados à instituições das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Para esse grupo, a verba total disponível é de R$ 4,2 milhões. O Grupo 2 é exclusivo para cientistas das regiões Norte e Nordeste, com valor global de R$ 2,8 milhões. ?Nesse fundo, 40% dos recursos tem de ir para essa região, para evitar que os recursos se concentrem no Sul e Sudeste e porque há um grande potencial para petróleo e gás natural para ser explorado?, explicou. Os projetos podem durar de 12 a 24 meses e as propostas devem ser enviadas até 5 de junho. O edital 2 é voltado para a fixação de doutores nos estados do Norte e Nordeste do País, dando apoio ao pesquisador, e não às entidades científicas, segundo Danna. ?Os recursos humanos disponíveis na região ainda não são suficientes para atender o setor e um pesquisador doutor é capacitado para chefiar ou integrar equipes de pesquisa?, justificou. Serão R$ 3 milhões de verba e não há um cronograma de envio e apreciação de propostas. A pesquisa deve ter duração máxima de dois anos. Auxílio - Além do financiamento, o cientista receberá R$ 30 mil como auxílio para o pesquisador visitante, caso ele esteja vinculado a um instituto público ou universidade, e para quem se fixar em empresa privada nacional em fase de incubação ou microempresa. Para pesquisadores que trabalhem em parceria com empresa privada nacional, o valor é de R$ 15 mil. A empresa deve liberar contrapartida de mesmo valor. Oito áreas foram definidas para estudos: redução de risco exploratório e logística de operações na bacia sedimentar da Amazônia; aproveitamento econômico do gás natural nas regiões Norte e Nordeste; conservação ambiental em relação à recuperação de clareiras abertas na floresta amazônica pelas atividades de exploração de petróleo e gás e redução dos danos ao meio ambiente provocados por derramamento de petróleo e derivados e vazamento de gás; viabilização técnica e econômica dos campos maduros; estudos de materiais resistentes às altas pressões, temperaturas e à corrosão e de materiais adequados às operações de soldagem, modelagem computacional; química e geoquímica aplicadas ao setor. O terceiro edital também é voltado para pesquisas nas regiões Norte e Nordeste, com o objetivo de formar redes de pesquisa, inclusive de forma virtual. ?Queremos criar competência técnica de forma que se possa prestar assistência às empresas de petróleo e gás?, disse. Os temas são os mesmos válidos para o segundo edital. Na primeira etapa, serão recebidas as propostas dos candidatos. ?Vamos escolher até três instituições por tema e, então, cederemos R$ 60 mil para que esses institutos elaborem um anteprojeto para trabalhar em rede?, explicou. Na segunda etapa, os institutos que organizaram o melhor projeto para a rede dentro de seu tema serão selecionados. A rede apresenta, então, o projeto de trabalho final. Para esse edital, a verba total disponível é de R$ 40 milhões, por dois anos. Para participar, os institutos interessados devem enviar o pré-projeto até o dia 10 de junho.

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