Cubatão busca título de estância turística de SP

Ontem ministro manifestou apoio; cidade quer mostrar belezas naturais

Rejane Lima, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

Esqueça a imagem de cidade da poluição, marcada pelo grande incêndio em um oleoduto na Vila Socó, em 1984, quando dezenas de pessoas morreram. Cubatão, na Baixada Santista, mesmo sem praia, quer agora, passados tantos anos, conquistar o título de estância turística. Ontem, o município ganhou um aliado de peso nessa disputa. Em visita à Baixada, o ministro do Turismo, Luiz Barreto, manifestou apoio à ambição da prefeitura."Cubatão não tem só indústria, não tem só o polo petroquímico, tem um viés importante que é o turismo. Essa é uma decisão de âmbito estadual, mas vou fazer um esforço para que a Assembleia Legislativa (do Estado de São Paulo) possa aprovar isso", declarou Barreto.Após acompanhar o ministro em um passeio de barco pelo Rio Cubatão, a prefeita Márcia Rosa (PT) destacou que o município não pode ser simplesmente uma cidade de passagem para a Baixada. "O nosso trabalho é descortinar Cubatão, é mostrar a beleza dessa cidade para fora porque isso vai melhorar a identidade e a dignidade do povo de Cubatão e tirar essa imagem da década de 1980 da cidade da poluição", disse a prefeita, citando o potencial para se tornar um polo de turismo histórico, ecológico e industrial. "Temos o turismo histórico com os sambaquis milenares, o turismo ecológico com a beleza da mata atlântica, cachoeiras de 63 metros de altura, aves migratórias, rios e o turismo industrial. É preciso conhecer o que o Brasil produz, para onde ele exporta, a matéria-prima que utiliza, e aqui é um cenário propício pra isso", explicou a prefeita. Como estância turística, Cubatão passaria a receber recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), da Secretaria Estadual de Turismo, como acontece com os outros oito municípios da Baixada Santista.COPA DO MUNDOOntem, o ministro do Turismo afirmou a importância de se preparar a Baixada para a Copa do Mundo de 2014. Barreto destacou a necessidade de qualificação profissional e de obras de infraestrutura no litoral. "Essa (Copa do Mundo) é a maior janela de oportunidade que o turismo terá nos próximos anos. São Paulo certamente será uma sede e Santos e a Baixada podem usufruir dessas vantagens", disse o ministro, sem citar o projeto da prefeitura de tornar Santos uma subsede da Copa, hospedando uma seleção. De acordo com Barreto, a região já recebeu R$ 15 milhões em recursos do ministério para projetos de infraestrutura e formação profissional, citando o restaurante-escola no centro de Santos, a reurbanização da orla de São Vicente e os R$ 4 milhões liberados para transformar o Aeroporto Militar da Base Aérea de Santos, no Guarujá, em um aeroporto civil compartilhado. "Viemos para fazer um balanço dos projetos em andamento", disse Barreto, destacando a importância da região como porta de entrada para o turismo paulista e nacional.

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