Cumbica é reaberto, mas passageiros enfrentam longas filas

Após 6 horas de nevoeiro, vôos são retomados; Congonhas opera normalmente

Agencia Estado

03 Julho 2007 | 15h29

Apesar de o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, ter reaberto para decolagens às 5h05 desta terça-feira, 3, depois de ficar fechado desde às 22h30 de segunda por conta da forte neblina, passageiros ainda enfrentavam longas filas. Depois, às 6h44, os pousos foram retomados com restrições. O aeroporto de Porto Alegre também fechou por conta da má visibilidade. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), apenas aeronaves que possuem equipamentos que permitem a aterrissagem em baixas condições de visibilidade podiam pousar em Cumbica. Havia mais de 60 vôos com atrasos que variavam de uma a cinco horas. Com o fechamento e os atrasos, parte dos vôos domésticos e internacionais foi transferida para os terminais do Galeão, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas, e para o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Por volta das 9 horas, 53 chegadas e outras 47 partidas tinham atrasos superiores a uma hora em Cumbica. O Aeroporto de Congonhas operava normalmente para pousos e decolagens esta manhã. Das 6 horas, horário de abertura do aeroporto, até às 7 horas, dos 22 vôos programados, não foram registrados atrasos e apenas um foi cancelado. Porto Alegre A neblina também fez com que as aterrissagens fossem suspensas às 5h55 e as decolagens desde às 7h55 no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Como as decolagens eram feitas por instrumentos, houve apenas um atraso nas saídas dos primeiros vôos do dia. As condições meteorológicas pioraram e a pista teve de ser fechada para todas as operações. Às 9 horas, o painel mostrava duas chegadas canceladas e duas atrasadas, e duas saídas atrasadas e quatro canceladas. Madrugada em Cumbica O saguão do Aeroporto de Cumbica ficou lotado durante toda a madrugada. Havia filas para remarcar passagens, pegar táxi - o que chegava a demorar até duas horas - e até mesmo usar os elevadores. Cenas que já se tornaram comuns voltaram a se repetir: pessoas dormindo no chão ou nas cadeiras, das quais várias crianças. Texto alterado às 9h30 para acréscimo de informações. (Colaboraram Elder Ogliari, do Estadão, Milton F. Da Rocha Filho, da Agência Estado, e Paulo R. Zulino e Ricardo Valota, do estadao.com.br.)

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