Cumbica: governo ainda negocia com empresas

Nas conversas entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ficou acertado que o governo federal vai evitar o confronto com o Tribunal de Contas da União (TCU). Mas a possibilidade de atrasos nas obras do Aeroporto de Cumbica, que demoraram anos para serem licitadas, preocupa. Nos bastidores, o Executivo começou a atuar para tentar regularizar o contrato, o que evitaria uma suspensão. Um dos entraves, porém, está nas empresas. Há dificuldade de entendimento com elas para que sejam atendidas as exigências feitas pelo TCU, mas as negociações não foram encerradas porque ainda há uma margem de negociação. Se não for possível haver acerto, a obra será mesmo cancelada. Durante a sessão plenária da Corte de anteontem, o ministro Raimundo Carreiro determinou a suspensão das obras somente no Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo. Segundo ele, auditoria do tribunal identificou ali superfaturamento de R$ 43,946 milhões, que correspondem a 19,93% do total contratado. PRAZO Carreiro deveria julgar também a auditoria feita no Aeroporto de Cumbica, segundo a qual o superfaturamento ali é de R$ 62 milhões nas obras de revitalização das pistas, com agravante de que houve antecipação de pagamentos. Ele, porém, atendeu a um pedido do presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, que solicitou 15 dias de prazos para prestar esclarecimentos e tentar impedir a suspensão das obras.

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