Curitiba deve ganhar um 'jardim suspenso' até junho

Monumento com 12 metros de altura ficará na entrada da capital, próximo ao parque Barigüi

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2008 | 16h34

Talvez não chegue a ser tão majestoso quanto aquele que garantiu à Babilônia uma das sete maravilhas da antigüidade, mas Curitiba também terá o seu jardim aéreo. O monumento será colocado na entrada da cidade para quem vem do interior do Paraná, próximo ao Parque Barigüi. A intenção da prefeitura é inaugurar a obra em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.   Com 12 metros de altura, a torre terá placas de aço, que funcionarão como vasos para cerca de mil plantas de 15 espécies ornamentais nativas. A intenção é que seja um chamariz para pássaros e insetos. "O monumento vai estar vivo e em constante construção", disse o arquiteto Fernando Canalli, responsável pelo projeto.   A torre será formada por duas placas verticais de concreto de 2,5 metros de largura cada uma. Elas serão revestidas de aço patinável, que não necessita de manutenção. "Quando oxida, o próprio óxido forma uma película de proteção", acentuou Canalli. "Ele adquire uma coloração marrom-avermelhada, dando aparência mais natural."   As placas serão dispostas de forma triangular numa base de cerca de 3 metros. No centro ficarão dez grandes floreiras, também feitas de aço, que formarão o jardim aéreo. As floreiras ficarão inclinadas de forma a permitir que todo excesso de água escorra.   O monumento será colocado dentro de um espelho d'água com cerca de 200 metros quadrados. É desse espelho que a água será bombeada para a irrigação das plantas. Mas tem também a função de proteger os esperados pássaros de predadores, como gatos e raposinhas. "Acreditamos que será uma espécie de viveiro", ressaltou o arquiteto.   O monumento é vazado de alto a baixo permitindo que trepadeiras façam uma espécie de bordado. "Queremos que a natureza trabalhe e construa sua própria estética", destacou Canalli. A iluminação será feita de baixo para cima para não tirar o "conforto" dos pássaros, que terão os ninhos em zonas de sombra.   A construção do monumento, que terá um custo estimado em R$ 150 mil, é financiada pelo Grupo Barigüi, numa medida compensatória por ter aberto nova concessionária na região. À prefeitura caberá apenas a manutenção, que será pouca, segundo o arquiteto. "A própria vegetação vai bordando, acomodando e conduzindo o desenvolvimento", afirmou.   Está previsto o plantio de espécies como helicônia, espiga dourada, cipó de São João e peixinho, entre outras selecionadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. "É uma homenagem à biodiversidade urbana", destacou o secretário José Andreguetto.

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