Curitiba prioriza bicicletas, pedestres e ônibus no dia sem carro

Trânsito foi restringido em 40 quadras de 15 ruas no centro; capital do Paraná tem 1,67 habitante por veículo

Agência Brasil,

22 de setembro de 2009 | 11h18

No Dia Mundial Sem Carro, comemorado nesta terça-feira, 22, 40 quadras de 15 ruas do centro de Curitiba foram fechadas às 6h e só voltam a ser liberadas às 20h. A prefeitura autorizou o acesso nesses trechos apenas para ônibus, bicicletas, pedestres e veículos de emergência.

 

Uma extensa programação está prevista para ocorrer em toda a cidade durante o dia. Nas ruas haverá exames de saúde e atividades de educação de trânsito, lazer e serviços, com o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de reduzir a emissão de poluentes. Quem se interessar poderá utilizar um dos quatro ciclotáxis - puxados por bicicletas - que ficarão à disposição para passeios nas principais ruas bloqueadas.

 

Os passeios serão coordenados pelo Grupo de Transporte Humano, da União de Ciclistas do Brasil. Nesses trajetos serão distribuídas 5 mil mudas de árvores nativas e 3 mil de flores. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente fará ações de educação ambiental para chamar a atenção da população sobre o impacto do uso abusivo dos veículos individuais para o aquecimento global.

 

A prefeitura fez campanhas convidando a população para deixar nesta terça o carro na garagem e usar ônibus, sair a pé ou de bicicleta, em benefício da saúde e da cidade, que tem um dos mais altos índices de motorização do país, de 1,67 habitante por veículo.

 

Dados da prefeitura mostram que o número de veículos na capital paranaense passou de 684, 2 mil em 1999, para 1,097 milhão em 2008. Nesse período, a população estimada da capital passou de 1,57 milhões para 1,82 milhões. Os dados indicam que em uma década a frota de automóveis aumentou 60%, enquanto a população cresceu 15,8%.

 

A programação também inclui a criação do Fórum Municipal de Mudanças Climáticas, composto por representantes da sociedade, como de universidades, e de ONGs, e do setor produtivo. A ideia, conforme a prefeitura, é que o novo fórum defina estratégias de planejamento urbano para que a cidade se adapte às mudanças provocadas pelo aquecimento global.

 

O fórum fará um estudo sobre a vulnerabilidade da cidade em relação aos efeitos do aquecimento para prever ações como o atendimento à população, pela Defesa Civil, em casos de eventos climáticos extremos.

 

Também nesta terça Curitiba comemora os 35 anos do primeiro ônibus expresso a circular pela cidade, dando início ao sistema de via exclusiva - canaleta, por onde transitam hoje 2,3 milhões de passageiros por dia.

 

A cidade também conta com a Linha Verde, com 9,5 quilômetros de via exclusiva para o transporte coletivo. Esses ônibus são abastecidos com biocombustível, 100% à base de óleo de soja, e emitem 70% menos poluentes.

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