CUT crê que assalto à entidade pode ter cunho político

Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) disseram hoje que não descartam a hipótese de o crime ocorrido na sede da entidade, na capital paulista, no sábado, ter cunho político. Durante a madrugada de sábado, um grupo, formado por pelo menos dez homens, invadiu a sede da CUT, no Brás, e roubou computadores e cofres com documentos."No ano passado a CUT de Minas foi assaltada duas vezes. Em novembro, um membro da executiva foi assassinado no Rio de Janeiro. Não podemos achar que foi um crime comum. Até que o caso seja completamente esclarecido, temos que trabalhar com todas as hipóteses", afirmou o presidente nacional da CUT, João Felício.Os dirigentes da CUT não descartam uma ação orquestrada de interesse político, porque objetos de valor não foram levados pela quadrilha. "O quinto andar é o que mais tem equipamentos de valor, e de lá nada foi levado."Balanço parcial feito pela entidade, que nesta tarde ainda contabilizava o prejuízo, aponta que 25 computadores e sete cofres foram roubados. Deste total, cinco computadores e seis cofres foram recuperados pela polícia ontem, durante blitze no Jabaquara (zona Sul). Seis pessoas, quatro homens e duas mulheres, foram presos e encaminhados para Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).Alguns dos cofres recuperados estavam completamente vazios, e em outros restavam ainda alguns documentos da entidade.Os dirigentes da CUT afirmaram que já solicitaram ao governo paulista uma audiência com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eles também querem ser recebidos pelo ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira.A direção da CUT também decidiu reestruturar o sistema de segurança do prédio onde funciona a central sindical. "Vamos modificar todo o sistema de segurança", afirmou o presidente da CUT São Paulo, Antônio Carlos Spis. Os detalhes não foram revelados pelos sindicalistas por precaução.

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