D. Geraldo defende antecipação de eleição

A antecipação do conclave, proposto pelo papa Bento XVI, será "muito importante" para dar um basta às "especulações" que rondam a Igreja e que transformaram a sucessão do pontífice em uma crise aberta na Santa Sé. A avaliação é do cardeal d. Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador, que amanhã terá seu último encontro com o papa.

O Estado de S.Paulo,

27 Fevereiro 2013 | 10h04

No início da semana, Bento XVI emitiu um decreto permitindo que a eleição fosse adiantada e que não tivessem de esperar até o dia 15 de março para iniciar o processo, como mandava a lei. No mesmo dia, o pontífice anunciou que aceitava a demissão do cardeal Keith O'Brien, acusado de abusos sexuais há 30 anos.

Diante do desafio, não são poucos os que já preveem uma eleição mais longa. Para d. Geraldo, "o conclave corre o risco de ser mais longo que o de 2005", quando Joseph Ratzinger foi eleito depois de apenas 26 horas de reuniões.

Ontem, jornais italianos voltaram a apontar para a mobilização que cardeais italianos estariam realizando para fechar um acordo em torno de Angelo Scola, arcebispo de Milão e a pessoa que o próprio Bento XVI estaria apoiando para ser seu sucessor. A tentativa de união dos votos italianos - que somam 29 dos 115 eleitores - teria como meta evitar a repetição do cenário de 1978, quando a disputa entre dois cardeais italianos, Benelli e Siri, abriu caminho para um nome de fora e de consenso: Karol Wojtyla, o papa João Paulo II.

"A primeira rodada de votação será fundamental e irá decidir o que vai ocorrer no restante do conclave", explicou d. Geraldo. "Por enquanto, são muitos os nomes que circulam e vamos ver como será o resultado da primeira etapa", acrescentou.

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