Da Alemanha, empresário evita assalto em casa do Guarujá

O empresário alemão João Pedro Wettlaufer, de 43 anos, é casado com uma brasileira e não tem uma residência 100% fixa: mora seis meses no Brasil e seis meses na Alemanha. Agora, ele está no período alemão de seu ano, mesmo assim, conseguiu evitar um assalto à sua casa na praia de Pernambuco, em Guarujá, na Baixada Santista. O feito aconteceu graças a um sistema de câmeras de segurança projetado por sua própria empresa. "Na verdade eu fiquei bem chateado com uma coisa assim, mas agora vejo que pode até servir como propaganda mesmo", disse por telefone à reportagem do Estado.O assalto frustrado ocorreu na tarde da sexta-feira, dia 8. Wettlaufer estava em Colonia, na região do Vale Ruhr, quando o seu celular apitou alertando que o sistema de segurança da casa no Guarujá havia sido acionado. "Quando eu entrei na internet, achei uma pessoa que eu não conheci em minha casa", disse o empresário, que ainda está aprendendo a falar português. O sistema transmite on line, em tempor real, as imagens para um site que pode ser acessado por meio de senha.Após constatar que se tratava de um assalto, o empresário ligou para a mulher, que mora em Santo André, no Grande ABC, e pediu que ela avisasse a polícia e a empresa representante do sistema de seguraça no Brasil. "Eu fiquei muito feliz porque o trabalho foi todo ótimo, a polícia chegou rapidinho, em 15 minutos, e conseguiu prender o ladrão."A empresa de Wettlaufer chama-se Medusa e no Brasil é representada pela Eagle System, com sede em São Paulo. A Medusa chegou ao País em 2000, para instalar o sistema de monitoramento das rodovias Anchieta e Imigrantes, que ligam a capital paulista à Baixada Santista.De acordo com a assessoria de imprensa da Ecovias, concessionária que administra as duas estradas, há 300 câmeras instaladas ao longo dos 176 quilômetros das rodovias. Nos três túneis da pista de descida da Imigrantes, a tecnologia utilizada é capaz de detectar se um carro pára, acionando imediatamente o centro de controle.O diretor de segurança da Eagle, David Freitas de Oliveira, explica que uma tecnologia similar faz com que o monitoramento da empresa detecte ocorrências nas casas que adotaram às câmeras. "Mas sabe como é o ditado, `casa de ferreiro, espeto de pau´, as câmeras instaladas na casa do João ainda não estão conectadas ao monitoramento, por isso ele que teve que avisar a esposa ao saber da invasão pelo celular." Oliveira disse que o sistema da casa de seu parceiro foi meio improvisado, com umas câmeras que estavam sobrando. A Eagle System está representando a Medusa desde setembro e já fechou contrato com cerca de 200 clientes, que pagam de R$ 600 a R$ 800 por mês pelo serviço, que inclui assistência técnica e atualizações.O assaltante Antonio Correia Sobrinho, de 38 anos, foi preso em flagrante dentro da residência de Wettlaufer em Guarujá e vai responder pelo crime de furto qualificado. Matéria atualiza às 18h45 para acréscimo de informações

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