Da cadeia, traficante participa de tentativa de suborno

Apesar de estar recolhido no Centro de Detenção Provisória de Santo André, o traficante Jeffersonparticipou ativamente, por celular, juntamente com o advogado Rodiney Simões Assunção, de 36 anos, da tentativa de suborno dos PMs que prenderam a mulher dele Deise Lopes dos Santos em flagrante, por tráfico.Jefferson foi informado do que estava ocorrendo no seu apartamento, em Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista, e imediatamente ligou para o celular da mulher dele. Deise passou o aparelho para o tenente Eládio Palmieri Adriano e, na 3ª linha, entrou na conversa o advogado do traficante, Rodiney Assunção. Os três combinaram que para libertar Deise o advogado entregaria ao policial a quantia de R$ 5 mil. Combinaram também que o local do pagamento da propina seria na Av. dos Metalúrgico, no mesmo bairro. Os PMs seguiram para o local e Rodiney chegou em uma caminhonete Saveiro preta. O advogado entregou ao tenente R$ 2 mil em dinheiro e R$ 3 mil em cheques próprios. "O curioso é que ele falsificou a própria assinatura - conta o tenente Palmieri -. Pedi seu documento da OAB e vi que a assinatura era diferente. Então disse que tinha duas assinaturas, mas eu mandei que assinasse igual. Assim que me entregou os cheques recebeu voz de prisão". Corrupção ativaNo 54º Distrito Policial, o advogado foi autuado em flagrante por corrupção ativa, crime inafiançável, e sua cliente por tráfico de entorpecentes. A direção do CDP de Santo André foi informada e deverá ser aberta sindicância interna para apurar como Jefferson ficou sabendo do que estava ocorrendo em seu apartamento e como usou aparelho celular para negociar a liberdade de sua mulher.A ação dos policiais do 28º Batalhão se baseou em trabalho do serviço de inteligência da Polícia Militar. Foi apurado que Deise Lopes dos Santos, de 23 anos, mulher do traficante Jefferson, deu continuidade às atividades do marido depois de sua prisão. No apartamento 33 B do prédio da Rua Ponte da Amizade, 101, foram encontrados um laboratório de preparação de drogas. Havia cerca de três quilos de cocaína, dois quilos de crack e pouco mais de meio quilo de maconha, além 2 litros de éter, pó anestésico e bicarbonato de sódio, que são usados para aumentar a quantidade da droga. Havia também balança de precisão e prensa hidráulica.

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