Daee descarta risco de enchentes no Médio Tietê

O superintendente do Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee), Ricardo Daruiz Borsari, disse que não há risco de agravamento das enchentes na região do Médio Tietê, em razão das obras de aprofundamento da calha do Rio Tietê em São Paulo. Segundo ele, o impacto do aumento na vazão do rio sobre o regime de cheias do Médio Tietê foi avaliado pelo órgão, para a obtenção da licença ambiental. Os técnicos chegaram à conclusão de que a barragem da hidrelétrica de Pirapora do Bom Jesus tem capacidade para reter as águas das chuvas que ocorrerem na capital. Essa barragem, segundo ele, funcionará como reguladora da vazão, evitando que as águas inundem áreas mais extensas nas cidades localizadas rio abaixo. O estudo levou em conta as vazões máximas do Tietê. De acordo com documento divulgado no início da semana pelo Instituto de Estudos do Vale do Tietê (Inevat), as obras de aprofundamento e alargamento da calha, entre a foz do Rio Pinheiros (Cebolão), na zona oeste, e a barragem da Penha, na zona leste da cidade de São Paulo, vão elevar a vazão do rio dos atuais 630 metros cúbicos para 1.048 m3. Segundo a entidade, essa vazão ampliará a extensão das enchentes que ocorrem, nos períodos chuvosos, nas cidades de Salto, Porto Feliz e Tietê, cortadas pelo rio.Francisco Moschini, presidente do Inevat, não acredita que a barragem de Pirapora seja suficiente para conter, nos períodos chuvosos, toda a água gerada pelas enchentes na capital. "Se o reservatório encher, haverá necessidade de manter as comportas abertas." O superintendente do Daae disse que os técnicos do órgão irão comparecer à audiência com integrantes do Comitê de Bacia dos Rios Sorocaba e Tietê, no dia 14 de junho, em Tietê, para discutir o assunto. "Queremos demonstrar, tecnicamente, que não vamos exportar cheias", disse.

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