Daiello promete mais megaoperações na PF

Novo diretor da corporação afirma que compromisso é com o 'combate incessante' à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado

Vannildo Mendes e Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2011 | 00h00

O novo diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra, afirmou ontem em Brasília que a corporação fará "combate incessante" à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. E avisou que as grandes operações que marcam o dia a dia da PF vão continuar em sua gestão.

Nos oito anos de governo Luiz Inácio Lula da Silva, a Polícia Federal executou 1.273 missões que levaram à prisão 15.754 suspeitos, sendo 1.882 servidores públicos e 99 agentes e delegados da própria PF. "O foco é na qualidade da prova, no aumento de prisões preventivas, na corrupção", assinalou Daiello.

Ele argumentou que "o enfrentamento se realizará através de diversas medidas, como a descentralização, o fortalecimento da Academia Nacional de Polícia e uma política forte de gestão de pessoal".

O novo diretor-geral pregou maior capacitação dos policiais, consolidação do sistema de inteligência, ampliação de parcerias, inserção internacional, qualidade da prova "e uma Corregedoria muito forte".

Aos 44 anos, gaúcho, formado em Direito pela PUC do Rio Grande do Sul, Daiello é delegado da PF desde 1995, com especializações na Suíça no Canadá. Desde abril de 2008, ele dirigia a superintendência regional da PF em São Paulo, a maior do País. Daiello substitui o delegado Luiz Fernando Corrêa, que se aposenta após deixar o cargo.

Discrição. O novo diretor-geral assume uma PF que tem poderes para investigar deputados, senadores e ministros, mas que recentemente foi fustigada por juristas e setores do próprio governo por ações ditas espetaculares - conduta inibida por Corrêa, que assumiu o comando da instituição no meio do segundo mandato do governo Lula. Daiello disse que os policiais são obstinados e têm demonstrado "devoção e compromisso com a excelência no cumprimento da missão".

Em discurso no auditório do edifício-sede da PF, o novo diretor-geral afirmou aos colegas. "Precisamos manter o olhar para o futuro. O plano estratégico da PF foi elaborado para nos guiar até o ano de 2022", argumentou. "Os cenários indicam que a PF deve estar atenta e capacitada para enfrentar questões decorrentes da globalização e do forte crescimento econômico brasileiro, como evasão de divisas, movimentação de mercadorias e capitais e de pessoas e grandes eventos."

O diretor-geral da PF disse aos policiais que "só unidos conseguirão dar seguimento aos projetos para o futuro da corporação, lastreados nos princípios da lealdade, coragem, patriotismo, probidade, ética e respeito aos direitos humanos".

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