Danos nas cidades serranas do Rio causam desabastecimento na capital

Número de caminhões que descarregaram nesta quinta, 13, na capital caiu a menos da metade do normal; alguns produtos, como a salsa, tiveram aumento de 500% no preço

Alexandre Rodrigues, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2011 | 19h29

RIO - Os danos da chuva na região serrana do Rio provocaram desabastecimento de alimentos na capital fluminense e região metropolitana. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, a área atingida concentra 17 mil produtores e responde por 40% da produção de verduras e legumes do Estado.

 

Segundo João Maurício Tomasi, diretor de relacionamento com produtores das Centrais de Abastecimento do Estado do Rio (Ceasa-RJ), o número de caminhões que descarregaram nesta quinta-feira, 13, na capital caiu a menos da metade do normal. Com a redução da oferta, os preços subiram em média 50%. A caixa de tomate subiu de R$ 35 para R$ 70 e a de alface, de R$ 12 para R$ 30. "A salsa aumentou 500%. Mesmo assim, o que tinha foi logo vendido", contou Tomasi.

 

A falta de frutas, legumes e verduras já atinge pequenas mercearias do Rio. No centro da capital, restaurantes ontem exibiam placas com pedidos de desculpas pela falta de itens para saladas. O Ceasa-RJ cogita abrir os pavilhões de produtores fluminenses para alimentos de estados vizinhos.

 

"A devastação é muito grande. Há algumas áreas em que o solo foi varrido, com lavoura, irrigação, armazéns, máquinas, imóveis. Há rochas imensas no meio de estradas vicinais que impedem o acesso ou o escoamento de qualquer produção", contou o secretário Christino Áureo, que percorreu ontem o corredor agrícola entre Friburgo e Teresópolis. Ele pediu à presidente Dilma Rousseff a prorrogação e até a liquidação de financiamentos agrícolas. "Tem produtor que não tem nem de onde começar a reconstruir a propriedade."

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