Filipe Araujo/Estadão
Filipe Araujo/Estadão

Das 26 concentrações urbanas, 5 são de SP

Com 19,6 milhões de habitantes, o maior agrupamento é formado pela capital e mais 35 municípios

O Estado de S. Paulo

25 Março 2015 | 20h47

A pesquisa do IBGE sobre integração entre municípios apontou 26 grandes concentrações urbanas no País, 5 em São Paulo. Nessas manchas urbanas, viviam 79 milhões de pessoas, ou 41,3% da população. Foram considerados grandes concentrações urbanas os conjuntos de municípios fortemente interligados que somam mais de 750 mil habitantes. O deslocamento dos moradores para trabalhar ou estudar em outra cidade é o motivo principal da ligação entre os municípios. 

São Paulo é o único Estado com mais de uma grande concentração. O maior agrupamento é formado pela capital e mais 35 municípios, somando 19,6 milhões de pessoas. As outras grandes concentrações urbanas paulistas ficam nas regiões de Campinas (1,874 milhão), Baixada Santista (1,556 milhão), São José dos Campos (1,419 milhão) e Sorocaba (779,7 mil). A interligação das concentrações urbanas paulistas é tamanha que o IBGE criou para São Paulo a categoria “cidade-região”, com 27,4 milhões de habitantes de 11 arranjos populacionais (grupos de cidades ligadas entre si, independentemente do tamanho), com total de 89 municípios. 


A pesquisa mostra também deslocamento intenso entre Rio e São Paulo para estudo ou trabalho. Apesar da distância de mais de 400 km entre os núcleos urbanos, o Censo 2010 apontou que 13.400 pessoas se deslocavam entre eles, 57,7% para trabalhar, 40,5% para estudar e 1,9 % para trabalhar e estudar. O fluxo entre Rio e São Paulo é apontado como “caso especial” no estudo, que não aponta com que regularidade os trabalhadores e estudantes se deslocam. Por causa da distância, o mais provável é que os deslocamentos sejam semanais.

Para a pesquisadora Mônica O’Neill, ainda não se pode falar em tendência de que Rio e São Paulo se tornem uma megalópole. “Ainda há vazios entre Rio e São Paulo.”

Pequenas cidades. O IBGE pesquisou também pequenas cidades que têm forte ligação entre as populações ou que são tão próximas que formam uma única mancha urbana. O menor arranjo populacional no Estado de São Paulo reúne as cidades de Gastão Vidigal e Monções e soma pouco mais de 6 mil habitantes. O polo de atração é Monções, que recebe 349 moradores da cidade vizinha. Só quatro moradores de Gastão Vidigal vão para Monções, dois para estudar e dois para trabalhar. 

O segundo menor arranjo reúne uma cidade paulista, Ribeira, de 3,3 mil habitantes, e uma paranaense, Adrianópolis, com 6,3 mil. Atravessam a divisa para o Paraná 119 moradores de Ribeira, a fim de trabalhar ou estudar. No sentido contrário, 54 habitantes de Adrianópolis vão para a cidade paulista.

O engenheiro de segurança Ubiratan de Camargo, morador de Ribeira, viaja todos os dias para trabalhar em Adrianópolis, no Estado do Paraná. São cinco minutos no trajeto. “É o tempo de passar a ponte do Rio Ribeira e estou no trabalho”, diz. No Estado de São Paulo, também são consideradas cidades interligadas Santo Antônio do Aracanguá (7,6 mil habitantes) e Nova Luzitânia (3,4 mil); Riolândia (10,5 mil) e Pontes Gestal (2,5 mil); Paulo de Faria (8,5 mil) e Orindiúva (5,6 mil). / LUCIANA NUNES LEAL e JOSÉ MARIA TOMAZELA

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