De alto astral e descontraído na saída dos Bandeirantes

De alto astral e descontraído na saída dos Bandeirantes

Bastidores

Christiane Samarco, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2010 | 00h00

Cansado das comparações com o colega de Minas Gerais, Aécio Neves, em que o mineiro sempre é lembrado como o político habilidoso que agrega apoios, enquanto o PSDB de São Paulo vive dividido, o pré-candidato tucano a presidente, José Serra, articulou-se para começar a corrida presidencial desmentindo a má fama.

Em meio à pressão para que apressasse o lançamento da candidatura, bem ao estilo do mineiro que não perde o trem, Serra preferiu trabalhar em silêncio e costurou com os aliados uma chapa de união em São Paulo.

Orgulhoso do resultado, brincou com vários interlocutores, dizendo que não é só Aécio quem sabe fazer uma costura política competente, unindo todo o Estado. Em várias rodas, citou os feitos políticos que lhe permitiram deixar o gabinete no Palácio dos Bandeirantes, em seu último dia de trabalho como governador, esbanjando descontração.

Na quinta-feira, saiu por volta das 22h, depois de arrancar a gravata e dispensar o paletó, abraçado ao ex-governador Geraldo Alckmin. Aquele mesmo, com quem já dividiu o protagonismo do grande racha partidário que tirou o fôlego do PSDB na última eleição presidencial.

Em conversas de bastidores, o tucanato que sonha com Aécio na chapa de Serra comenta que, além de votos, o vice de Minas Gerais poderia agregar bom humor e simpatia à candidatura tucana. Pois Serra não deixou por menos. Enquanto não se define quem é o vice - a cúpula do PSDB diz que este assunto só será tratado em junho -, Serra mostrou que o figurino de candidato bem-humorado, a la Aécio, lhe cai muito bem.

O "alto astral" exibido pelo tucano foi assunto em todas as rodas de políticos de vários Estados, secretários e funcionários do Palácio dos Bandeirantes que participaram da cerimônia de despedida do governo. Mas, para que não restassem dúvidas aos desavisados que vieram de fora, o ex-governador ainda pontuou, no discurso, que é "sério, não sisudo".

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