De cada 5 roubos no centro, 1 é de celular

Levantamento foi feito entre abril e junho pelo comando da Polícia Militar

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

30 Julho 2009 | 00h00

De cada cinco objetos roubados ou furtados na região central de São Paulo, em média um é celular, o líder no ranking. O levantamento foi feito pelo comando da PM, que monitora parte da Avenida Paulista, Brigadeiro Luis Antônio, Liberdade, Bela Vista e Rua Vergueiro. Entre os meses de abril e julho, as ocorrências registradas em delegacias da região mostram que 102 produtos foram extraviados - 19 eram aparelhos móveis de telefonia, que acabam como moeda de troca no tráfico. Depois dos celulares, na lista de "preferidos" estão documentos, dinheiro e máquinas digitais. "Os celulares roubados abastecem o comércio de drogas porque servem como troca para maconha, crack ou cocaína", afirma Gilson Luiz da Costa, capitão da 3ª Companhia do 11º Batalhão da PM - responsável pela área. "O perfil de vítimas é variado, mas o dos criminosos é recorrente. São homens de 16 a 32 anos, que circulam de bicicleta ou a pé, em especial pela Avenida Paulista." Para coibir o roubo de celulares, o capitão Costa, que assumiu há três semanas a gerência do comando, solicitou reforço do policiamento a pé no local, em especial nos horários de pico, pois "a criminalidade na área central funciona em horário comercial". "Também reforçamos o controle das bicicletas. Na última quinzena, foram quatro apreendidas, por insistirem em circular pela calçada." Outro reflexo da preferência criminosa pelos celulares é o aumento na venda de seguros de celulares. Entre 2008 e 2009, a seguradora Mapfre, líder de mercado, ampliou em 15% as vendas desse tipo de seguro - hoje são 300 mil cobertos. "Entre os iPhones, que são mais sofisticados, 20% são segurados", afirma o diretor da Mapfre, Sérgio Barbosa. "Mas a nossa cartela de clientes de celulares é diversificada, incluindo aparelhos que custam R$ 200 e R$ 300." Na capital, o furto é crime em ascensão e o capitão Gilson orienta que a população fique atenta. "Não se deve andar com o aparelho à mostra e, quando tocar, não se deve parar para falar. Os criminosos não escolhem vítimas aleatórias. Agem contra os distraídos."

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