De copo reciclado a cristais. Vale tudo para brilhar

Só a pena de faisão albino custa R$ 300

O Estadao de S.Paulo

03 de fevereiro de 2008 | 00h00

Materiais sofisticados, como cristais, ou de reciclagem foram os recursos das escolas de samba paulistanas para obter um efeito de luxo. A pena de faisão, que custa de R$ 80 a R$ 140 a unidade, é um exemplo de material muito usado nas fantasias e carros alegóricos deste ano. "É um tipo de pena rara ", diz Marcio Leite, diretor de eventos da Rosas de Ouro, que usou o material para enfeitar as baterias e os destaques.A Nenê de Vila Matilde não economizou. Só a fantasia do destaque Ana Matarazzo, de 19 anos, tinha 500 unidades no cocar e nos pés. A musa Virgínia Ferreira, de 28, levava mais 300 no cocar, além de 1.500 pedras de cristal swarovski - um complemento típico da alta-costura - na máscara e outros adereços.Já o casal de abre-alas ostentava um tipo de pena ainda mais raro, o de faisão albino, que chega a custar R$ 300 cada uma. "Na escola, usamos 10 mil penas entre as convencionais e as albinas. Não economizamos por uma questão de vaidade. Queríamos arrebentar na passarela", diz Augusto Oliveira, carnavalesco da Nenê. Para reproduzir cores tipicamente orientais, a Unidos da Vila Maria teve de fabricar as tintas dos carros alegóricos. Outro desafio foi confeccionar os bonecos com mobilidade e textura mais próximas do real. A construção da pele do pescoço do dragão japonês levou 30 mil copos de plástico de 80 mililitros. Como no mercado o padrão é de 50 ml, a escola teve de encomendá-los da fábrica.A mobilidade dos bonecos aconteceu graças a especialistas de São Luiz do Paraitinga, estância turística no interior famosa pelo carnaval de bonecos gigantes. Com uso de alavancas e imensos elásticos, 90 homens posicionados no interior dos carros faziam os movimentos articulados dos braços, pescoço e até dos olhos, que piscavam.

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