AP-7/1/2015
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De família rica, Gularte começou a cheirar solvente aos 13 anos

Mãe do brasileiro fuzilado conta que filho teve vida de playboy e vários negócios bancados pela família que não deram certo; ele começou a fazer tráfico de drogas quando viveu em Santa Catarina

EDSON FONSECA, ESPECIAL PARA O ESTADÃO

28 de abril de 2015 | 17h46

PARANÁ - O brasileiro Rodrigo Maxfeldt Gularte nasceu em Foz do Iguaçu (PR) em uma família rica - o pai, Rubens Borges Gularte, é produtor de soja - e tem um histórico longo de envolvimento com drogas. De acordo com o relato da mãe, Clarisse Maxfeldt, o filho começou a cheirar solventes aos 13 anos. Rodrigo foi executado nesta terça-feira, 28, na Indonésia.

Ele foi preso pela primeira vez aos 18 anos, em Curitiba, por estar fumando maconha no Parque Barigui. A mãe admite que na ocasião subornou a polícia para que ele não ficasse preso. "Eu pensava que era muito pouco para manter meu filho preso", conta Clarisse, que está em Matinhos à espera do corpo de Rodrigo, que deve ser enterrado em Curitiba.


Segundo Clarisse, Rodrigo tinha uma vida de playboy: estudou em colégios caros e sempre teve dinheiro e bens dados pelos pais, como carro. Aos 20 anos, teve um filho com uma mulher mais velha. O menino nasceu autista e teve pouco contato com o pai.

Após alguns episódios envolvendo drogas e internamentos em clínicas psiquiátricas, a mãe montou um restaurante para que Rodrigo tomasse conta. Mas ele se mostrou incapaz, segundo a própria família, de administrar este e outros negócios. "Tentamos primeiro uma creperia, depois uma casa de massas. Ele não conseguia ficar nos restaurantes. Depois, tentou trabalhar na fazenda do pai, mas, sem sucesso, foi para Santa Catarina para estudar", diz Clarisse.

Foi neste momento que Rodrigo começou a fazer tráfico internacional de drogas, levando ecstasy para a Europa. "Ele se deixou levar pela cabeça de alguns amigos. Era um rapaz bom, apesar do vício", lamentou a mãe.

A situação complicou quando Rodrigo decidiu levar um carregamento de cocaína para a Indonésia. Segundo depoimento do próprio Rodrigo, alguns amigos teriam dito que o raio X do Aeroporto Afonso Pena de Curitiba era ruim, mas não o avisaram que os japoneses haviam doado um equipamento moderno para o Aeroporto de Jacarta.

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