De Lula a Dilma

Luiz Inácio Lula da Silva alcançou com êxito o que ele próprio definiu como "prioridade da vida" ao encerrar seus dois mandatos presidenciais (de 2003 a 2010): eleger a sucessora, Dilma Rousseff, também do PT, que hoje recebe dele a faixa presidencial. Se o percurso para chegar ao poder foi impiedoso, com derrotas eleitorais em 1989, 1994 e 1998, o metalúrgico Lula encerra sua era no Palácio do Planalto com o inegável legado de redução da desigualdade social. Nas páginas seguintes, um balanço sobre acertos e descompassos políticos, econômicos e sociais da Era Lula e os primeiros contornos do governo Dilma e de sua relação com os novos líderes políticos dos Estados.

, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2010 | 00h00

A petista assume com a sombra de uma popularidade recorde de 80% de aprovação do governo Lula, que sobreviveu a solavancos de sérias crises políticas, como a do mensalão. Em 2002, Lula afirmara que "a esperança finalmente venceu o medo e a sociedade brasileira decidiu que estava na hora de trilhar novos caminhos". Em 2006, elegeu-se, novamente no segundo turno, com 61% dos votos válidos (58,2 milhões de votos). À sua criatura, que conquistou o significativo porcentual de 56% dos votos válidos em 2010, impõe-se o desafio por ela mesma reconhecido: "Sei que há muitas expectativas. E sei da responsabilidade de suceder a um governante da estatura do presidente Lula".

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