De noite - ou durante o dia?

Carta 19.751Há meses reclamo na Prefeitura dos mosquitos nas margens do Rio Pinheiros, mas a resposta é uma pergunta: se eles picam à noite ou de dia. Moro entre o Iguatemi e o Eldorado, e à noite conto de 20 a 30 insetos no teto do quarto, mesmo com o inseticida ligado na tomada. Me preocupa que eles sejam transmissores da dengue.LILIAN BLECH HAMAOUIJardim PaulistanoA SM Saúde responde:"O CCZ já tomou medidas. Para controlar a reprodução da espécie, a Vigilância em Saúde executa uma série de ações ao longo de todo o ano no leito do rio e em suas margens, monitorando as quantidades de larvas e adultos em pontos estratégicos do rio. O controle de larvas é quinzenal, com aplicação de larvicida biológico Bacillus sphaericus, em barcos. O controle de adultos se faz com aplicação diária de inseticida nas margens, com técnica UBV (ultra baixo volume), muito menos tóxica do que as antigas (incluindo caminhões de fumaça). A EMAE executa ações de manejo ambiental (roçagem de vegetação marginal e remoção de vegetação aquática, que abrigam larvas e adultos). A pergunta feita à munícipe sobre o período em que os mosquitos picam) é necessária porque os hábitos dos insetos são diferentes. Os mosquitos Aedes aegypti atacam durante o dia, já o Culex sp aparece à noite, e o dado ajuda a definir o tipo de intervenção a ser feita. No Pinheiros, as águas paradas e com alta carga de matéria orgânica (esgoto), o transformam em criadouro de mosquitos Culex. Já o transmissor da dengue precisa de água limpa para se desenvolver."Carta 19.752Ambulância não veio Por volta das 5h40 do dia 4/5, meu marido passou mal, e pedi ambulância pelo 192. A atendente fez um longo questionamento sobre suas condições clínicas, e como não enviaram a ambulância fui ao hospital de táxi com a ajuda do porteiro. Levei 20 minutos para transportá-lo. O longo interrogatório e o fato de não enviarem a ambulância poderiam ter custado a vida de meu marido.CRISTIANA ZAGALLOSanta CecíliaA SMSaúde responde:"O Samu informa que a ambulância seria enviada à casa da leitora logo após a chamada. mas ao ligar para confirmar o pedido, não havia ninguém. A leitora diz que fez o transporte do marido ?pela ansiedade do momento? e compreendeu o cuidado do Samu em fazer perguntas pelo telefone, com objetivo de identificar sinais que facilitem o diagnóstico e evitem trotes. O levantamento de 2007 mostrou que 30% dos chamados são ?brincadeira?. Na Capital, o Samu tem uma frota de 137 carros que presta atendimento de urgência a casos que envolvam situações graves e até morte. O sistema é monitorado 24 hs por médicos reguladores, de plantão na Central 192. O serviço se esforça para melhorar a qualidade do atendimento: medidas como renovação da frota, manutenção preventiva dos veículos e construção de novos bases contribuem para fazer com que as ambulâncias do Samu vençam as barreiras do trânsito na cidade. Em 2005, o tempo de resposta aos chamados caiu de 35 para os atuais 18 minutos. O aperfeiçoamento desse nosso trabalho é uma das prioridades na área da saúde, e os resultados positivos aparecerão em breve."A leitora comenta:O único telefonema que recebi foi do atencioso diretor do serviço, sr. Napoli, esta semana (carta do dia 3), pois meu telefone tem rastreador de chamadas. Não compreendi o interrogatório da atendente enquanto meu marido agonizava no quarto. Acredito que estão tentando melhorar o atendimento, mas para nós não funcionou.Carta 19.753Corte criminosoGostaria de saber qual foi a ?compensação ambiental? pelo grande desmatamento da área na Rua Algeciras, esq. com José Ramom Urtiza, Vila Andrade, pois nenhuma árvore ficou em pé no terreno. A Prefeitura permite empreendimentos em bairros já saturados de carros, como a Vila Andrade, mas não toma providências sobre o imenso desmatamento da região. Assim, insisto em saber qual foi a compensação ambiental. JOSÉ VALTER MARTINS de ALMEIDAPanambyA Secretaria do Verde responde:"Vistoriamos o local, constatamos maus tratos e corte não autorizado de 55 árvores, o que acarretará ao dono multa de R$ 580 mil, segundo a legislação em vigor. O empreendimento, até a data da denúncia, não tinha alvará de execução e o corte das árvores não poderia ter sido feito."Correspondência para São Paulo Reclama: e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

O Estadao de S.Paulo

23 de junho de 2008 | 00h00

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