De novo, nas mãos do PMDB

Em 1995, como atualmente, a definição do valor do salário mínimo era o primeiro desafio do governo recém-empossado no Congresso. Também como hoje, o PMDB era o principal partido da base governista, e setores do partido estavam insatisfeitos com o rateio de cargos no Executivo.

, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2011 | 00h00

O presidente era Fernando Henrique Cardoso, e no comando da bancada peemedebista estava o então deputado Michel Temer, hoje vice-presidente.

A noite do dia 19 de abril daquele ano foi tensa. O governo havia concordado em reajustar o mínimo de R$ 70 para R$ 100, desde que houvesse aumento nas alíquotas de contribuição para o INSS. A ideia era votar as duas medidas de forma conjunta, mas o PMDB, horas antes da votação, declarou-se em rebelião. O partido ameaçou desmembrar o projeto em dois - o que poderia resultar em aumento salarial sem aumento de imposto.

Após seis horas de negociação, o governo acabou vitorioso. Prometeu reavaliar, nas semanas seguintes, as nomeações para o segundo escalão.

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