De olho na diferenciação de serviços e em um público de classe A

A Maternidade Santa Joana já teve um perfil bem mais popular do que o de hoje. Há dez anos, seus médicos realizavam 1.400 partos por mês. "Havia problemas de vagas. As parturientes precisavam esperar o quarto desocupar para internar", diz o diretor Comercial da maternidade, Marco Antônio Zaccarelli, de 49 anos. "O fluxo de pacientes foi adequado à infra-estrutura e então chegamos a marca dos mil bebês nascidos."Desde que se decidiu mudar, a Santa Joana passou a oferecer um serviço de hotelaria próximo ao das maternidades tops, como Einstein e São Luís. A maternidade tem até uma suíte de cerca de 70 m² com sala, lavabo, quarto e banheiro. As pacientes conseguem chamar as enfermeiras por um sistema de viva-voz. Para não correr o risco de haver trocas de bebês, os pequenos ganham três pulseiras, com código de barras que se repetem nos dois braceletes que suas mães recebem. Um dos destaques do centro médico é a UTI neonatal com 70 leitos. "Já tivemos uma criança que nasceu com 390 gramas, cabia na palma da mão", diz a supervisora de hotelaria Carla Caruso. "Mais do que uma maternidade, a Santa Joana é um hospital da mulher. Realiza cirurgias nas mães e nos bebês. Desenvolvemos até uma agulha pequena para anestesia peridural em recém-nascidos", diz Antonio Amaro, sócio na maternidade. "Trata-se de uma maternidade com tradição e com o maior movimento da cidade", completa o ginecologista Thomas Gollop, especialista em medicina fetal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.