De preto, familiares de vítimas da TAM fazem ato em Porto Alegre

Vestidos de preto e com a cabeçacoberta com véus, cerca de 70 parentes e amigos das vítimas dopior acidente da aviação brasileira atravessaram, nestaterça-feira, o saguão do Aeroporto Salgado Filho, na capitalgaúcha, em direção ao portão de embarque por onde ospassageiros do fatídico vôo 3054 partiram há uma semana. Após sete minutos de silêncio, rezaram e depositaramflores, fotos e véus em um círculo no meio do saguão. O cortejo impressionou os passageiros, que receberam floresdos manifestantes, enquanto esperavam para embarcar. A manifestação, realizada no início da noite, foiorganizada pelo mesmo grupo que já havia feito um protesto nasexta-feira, mas desta vez, a presença de familiares foi maisexpressiva. Na terça-feira passada, o Airbus A320 da TAM que partira dePorto Alegre pouco depois das 17h explodiu ao se chocar contraprédios próximos a Congonhas após tentar, sem sucesso, pousarno aeroporto, causando a morte de cerca de 200 pessoas. "(O desastre) foi resultado do desrespeito e dairresponsabilidade de todos. Não respeitaram a lotação do aviãonem as condições meteorológicas. Não fosse isso, meu maridoestaria aqui", disse a jornalistas Ana Paula Marcon, viúva deCarlos Alberto Rockemback. "As responsabilidades estão cada vez mais claras, faltaassumirem. O governo é responsável pela bagunça no transporteaéreo e por não cobrar das empresas aéreas (bom desempenho)",,disse à Reuters Gustavo Caleffi, sobrinho de uma das vítimas. O gaúcho Milton Zuanazzi (presidente da Anac) e a ministraMarta Suplicy (Turismo) dividiram a preferência como alvo dascríticas. Para Caleffi, Zuanazzi é um "ignorante da própria função".Enquanto as declarações da ministra Marta foram lembradas em umcartaz levado pela advogada Maria da Graça Alves Coelho:"Ministra relaxa e goza. Foram só 200 mortos".

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