Debate hoje terá todos contra Alckmin

Líder nas pesquisas, Geraldo Alckmin deve ser desafiado pelos adversários a apresentar números das gestões do PSDB no Estado

Adriana Carranca, Flávia Tavares, Lucas de Abreu Maia e Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2010 | 00h00

O primeiro debate da disputa pelo governo de São Paulo, que será realizado hoje, às 22h, pela TV Bandeirantes, testará a resistência do candidato tucano Geraldo Alckmin, que lidera com folga a corrida com 50% das intenções de voto, frente aos ataques de seus rivais às gestões do PSDB no Estado.

Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomanno (PP) e Paulo Skaf (PSB) dizem esperar uma discussão "positiva" sobre temas de interesse do eleitor. Contudo, eles deixaram claro que têm como estratégia desafiar Alckmin a apresentar números sobre questões que consideram frágeis dos governos tucanos.

"É claro que o diagnóstico da situação atual irá respingar na administração tucana, há 16 anos no poder. Vamos mostrar que o modelo do PSDB em São Paulo está esgotado", disse o coordenador da campanha de Mercadante, Emídio de Souza.

Alckmin, por sua vez, usará seu último índice de popularidade à frente do Palácio dos Bandeirantes, em 2006, como premissa para apresentar propostas. "Vou mostrar quanta coisa foi feita. Saímos do governo de São Paulo com 69% de ótimo e bom."

Não será apenas o tucano, no entanto, que deve fazer uso de índices de popularidade. Mercadante tentará colar sua imagem à avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para amealhar votos entre os eleitores indecisos.

Russomanno, em outra frente de ataque, apresentou ontem um desafio a Alckmin. "Não farei ataques pessoais. Mas desafio que ele vá caminhar comigo pelas periferias para ver se o que a propaganda mostra é verdade. Aquelas pessoas felizes na fila do hospital não existem."

Candidato pelo PSB e estreante, Skaf teve consultoria da professora titular aposentada da USP, a geógrafa Maria Adélia de Souza, na preparação para o debate. Ele afirmou que não tornará Alckmin alvo preferencial.

No entanto, seu principal discurso de campanha até agora tem sido crítico em relação ao sistema de concessão de rodovias no Estado - estabelecido pela gestão de Alckmin no governo.

Fabio Feldmann, candidato do PV, pretende adotar um tom programático, a fim de se destacar dos adversários. Sua bandeira será a sustentabilidade e a mudança para uma economia baseada em serviços e tecnologia. Paulo Bufalo, pelo PSOL, sustentará que é o único candidato com "uma proposta realmente diferenciada".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.