Debilitados, pescadores resgatados no Rio são levados para hospitais

Seis homens estavam desaparecidos havia 22 dias; eles foram encontrados por navio italiano

Tiago Rogero, estadão.com.br

28 de junho de 2011 | 16h15

RIO - Os seis pescadores que estavam desaparecidos há 22 dias chegaram às 15 horas de hoje à base da Capitania dos Portos, da Marinha, no Rio de Janeiro. Visivelmente debilitados, eles mal conseguiam falar. Todos foram levados em ambulâncias do Samu para hospitais da rede estadual de saúde.

 

O grupo, natural do Espírito Santo, deixara Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, no dia 27 de maio, para uma pescaria que duraria até 9 de junho, segundo a previsão inicial. O último contato foi feito no dia 6. No dia 10, o comando do 1º Distrito Naval foi acionado para começar as buscas.

 

Na manhã de ontem, os pescadores foram encontrados à deriva, na divisa de Santa Catarina e Paraná, a 220 km da costa, e a mais de 500 km do local onde foram vistos pela última vez. Eles foram resgatados por um navio mercante de italianos, que seguiria de Rio Grande (RS) para Trinidad Tobago. Emocionados, familiares dos pescadores acompanharam a chegada deles à capitania. A mãe do mais jovem, Maria das Graças Araújo, de 53 anos, disse que não vai mais deixar o filho pescar. Abraçado à mãe, Maicon, de 24 anos, disse que chegou a beber urina e passou fome e frio.

 

O navio mercante deixou os seis em um posto da Marinha próximo à ponte Rio-Niterói, e eles foram trazidos de lancha para a capitania, na zona portuária. Três precisam ser transportados em macas, e os demais caminharam até as ambulâncias, amparados por médicos. Segundo os pescadores, o motor da embarcação falhou. "Em momento algum perdemos a esperança", disse Maicon.

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